"José Miguel"
Já tinha se passado quase um mês desde que as mentiras da Carmem foram descobertas e desde então eram apenas dias de paz. Eu chegava em casa todos os dias com a Eva e tinha uma noite calma, com risos e planos para o futuro. Nós ainda não tínhamos decidido como decoraríamos o quarto do bebê, mas todas as noites nós falávamos sobre o assunto e estávamos inclinados a descobrir primeiro se seria um menino ou uma menina.
Eu estava vivendo algo que eu jamais imaginei que poderia e às vezes eu ainda me perguntava se eu merecia tudo aquilo. Graças ao Nelson, que eu ainda estava vendo toda semana, eu entendi que a felicidade era um presente e merecê-la significava apenas abraçá-la e aceitá-la, então era o que eu estava fazendo, apenas abraçando e aceitando, dando o melhor de mim todos os dias para continuar vivendo o melhor dos mundos.
- Amorzinhooo... cheguei! - A voz da minha noiva me tirou dos meus pensamentos.
A Eva entrou sorridente em minha sala, a barriga dela já era perceptível e a maternidade combinava com a ela, a deixava mais iluminada. Ela atravessou a sala e se sentou no meu colo.
- Senti sua falta! - Eu dei um beijo nela e a aninhei no meu colo. - Como está a Caridade?
- Pronta para a primeira cirurgia na semana que vem e muito nervosa. Mas ela está feliz e muito grata. - Ela deu um grande sorriso. - Ela ainda está preocupada com o processo do incêndio.
- É, o Dr. Romeu me disse que apresentou as alegações, mas que vai demorar um pouco para sair uma decisão. Mas ele está confiante. - Eu comentei.
- Se ele está confiante é porque vai dar certo. - Ela sorriu. - Fui visitar a Mel. Ela ainda está indignada que perdeu "os últimos capítulos da derrocada da Carmem", como ela disse. Ela também te mandou um abraço e reclamou que você não foi mais vê-la.
- Eu estive com ela quando a Caridade ainda estava se passando por Cora. Eu estava tão preocupado com o que podia acontecer... e ela percebeu. Ela sabe ler as pessoas. Mas depois disso, eu só fui vê-la aquele dia em que fomos juntos, no dia da sua consulta.
- Manda flores para ela. E semana que vem nós podemos ir visitá-la juntos outra vez. - A Eva sugeriu.
- Sua próxima consulta. - Eu me lembrei e ela fez que sim. - Será que dessa vez nós vamos descobrir? Estou preocupado que o nosso bebê chegue e não tenha um quarto.
- Ele tem um quarto, apenas não está mobiliado. - Ela riu.
- Ah, nós já tivemos algumas idéias e se juntarmos algo que eu gosto com algo que você goste?
- É, pode dar certo. Falamos disso em casa mais tarde. Agora eu tenho que voltar ao trabalho, meu chefe é muito mau humorado. - Ela brincou e enquanto me dava um beijo alguém bateu na porta.
- Mas sempre aparece um chato! - Eu falei.
- Eu ouvi isso, Rossi! - O Matheus gritou do outro lado da porta e eu tinha certeza de que ele não tinha escutado nada.
- Chato! - Eu respondi alto e ele abriu a porta rindo.
- Não adianta disfarçar, vocês me amam! - Ele era um convencido que sabia a verdade. Ele se sentou em minha frente e o sorriso se foi.
- Ah, não! O que foi agora? Quando você se senta e para de sorrir é péssimo sinal. - Eu reclamei e ele suspirou.
- Temos um problema. - Ele falou, parecia disposto a dar a notícia em pílulas homeopáticas.
- E o que seria esse problema? - Eu o encarei.
- A invocação do mal pareceu. - Ele contou e um arrepio percorreu a minha espinha.
Depois de quase um mês sem notícias da Carmem, já confiante de que tinha me livrado dela, ela resolve dar as caras, mas ela não ia atrapalhar a minha vida de novo.
- Ela estava na casa. Sua antiga casa. - Ele explicou.
- Ah, pronto, ela está causando problema com os novos donos. Diga que podem chamar a polícia, eu não me importo. - Eu respondi.
- Na verdade, a coisa foi um pouquinho mais séria.
- Ah, Matheus, chega! Conta logo tudo, não fica soltando informação aos poucos. - Eu reclamei e ele respirou fundo.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...