Violet
Era uma vez, uma garota chamada Violet que teve seu café derrubado de maneira nada elegante por um total desconhecido — e adivinhem? Aquele foi só o primeiro desastre do dia. O "causador" em questão? Damon. Sim, ele mesmo, o nosso “Príncipe Encantado” moderno, que trocou o cavalo branco por uma roupa de corrida e uma expressão de “ei, você parece péssima, está tudo bem?”.
Claro, eu poderia ter ignorado. Mas ele estava parado ali, com um charme que quase me fez esquecer da bagunça na minha roupa e da humilhação do meu pedido de casamento recente. Eu soltei um suspiro e, por algum motivo, decidi contar. Falei que meu relacionamento andava tão bem quanto um cachorro em cima de patins, e que eu tinha uma ilusão de que o pedido de casamento, recém-feito, talvez desse uma última chacoalhada no romance. Deu para ver que ele não comprou a ideia, mas ele foi gentil o bastante para escutar.
A partir dali, virou uma rotina. Damon e eu nos encontrávamos casualmente, conversávamos sobre nossas frustrações, e trocávamos mensagens sobre como a vida andava, o quanto ambos estávamos insatisfeitos, mas sobrevivendo — um ajudando o outro a lidar com o caos. Foi assim que nos tornamos amigos. Sim, só amigos. Não por falta de faíscas, que fique claro, mas porque, bem, eu ainda estava comprometida.
E aí vem a parte engraçada: quanto mais eu conversava com Damon, mais notava que éramos um pouco como duas metades de uma piada que a vida gosta de contar. Nossas conversas estavam sempre pontuadas por um humor ácido e sorrisos escondidos. Só que, oficialmente, era isso — uma amizade platônica cheia de mensagens trocadas sobre “como vai a vida”.
Mas como toda boa história, as coisas mudaram. Quando chegou o grande dia — sim, o meu casamento — a surpresa da vez foi Damon. Ele apareceu decidido, dizendo que não podia ficar quieto. Chegou como se estivesse em uma missão, com um brilho nos olhos que me fazia sentir que ele tinha algum plano épico na cabeça. Ele queria, vejam só, impedir meu casamento! E bem, para resumir, ele conseguiu.
E esse foi o começo do que as pessoas iram conhecer como “nossa história de amor”. Tudo começou com um café derramado, um coração partido e a mais inesperada das reviravoltas.
- É uma boa história - Por fim, concordamos.
Eu e Damon passamos três horas naquele café para planejarmos a história, e a atendente já nos olhava impaciente querendo nos expulsar.
- E de quebra você poderá dizer que, mesmo se Tompson tivesse aparecido, eu não teria deixado você se casar - Damon sorrio satisfeito, adorando ser o príncipe encantado de uma história mentirosa.
Damon então pediu a conta e saímos do café, com a atendente batendo a porta praticamente em cima de nossos calcanhares. Já passava das oito e meia e a rua estava começando a se esvaziar.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito