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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 2

Damon.

Era para eu estar vivendo as maravilhas de um casamento. Era para estar desfrutando de uma noite tranquila ao lado de Violet, celebrando esse momento que tanto esperávamos. Mas, em vez disso, estou preso aqui, diante de relatórios e papeladas, com a cabeça a mil e a sensação de que estou deixando tudo para trás.

Largo minha caneta sobre a mesa, sentindo a frustração crescer a cada segundo que passa. Olho para o relógio e respiro fundo. O tempo escorre pelas minhas mãos, e a ideia de que deveria estar com Violet, comemorando, me consume. Hoje, de todas as datas, era o dia em que eu queria estar presente de verdade. Era o dia em que ela e eu, finalmente, deveríamos parar um pouco e relaxar, um ano desde que assinamos nosso casamento falso que deu início à nossa história. Mas não. Estou aqui, enfurnado no meu escritório, resolvendo problemas que não importam, quando, na verdade, o único problema que eu quero resolver é estar ao lado dela.

Faço uma pausa, tentando organizar os pensamentos. Violet... Eu sei o quanto esse casamento tem sido uma pressão para ela, e sei que ela esperava algo diferente. Algo mais leve. E, de certa forma, eu também. Mas, ao mesmo tempo, a minha cabeça está cheia de exigências que não podem ser ignoradas. Tenho responsabilidades. Tenho um legado para reconstruir. E o peso disso tudo está me esmagando.

Mas, no fundo, o que mais me incomoda é a ideia de não poder estar com ela agora. O que me assusta não é o casamento em si, mas a possibilidade de que, enquanto eu estou aqui, tentando seguir as regras e me encaixar nesse papel de "homem de negócios", ela possa estar se sentindo sozinha.

Levanto da cadeira e vou até a janela. Olho para o céu, tentando afastar os pensamentos que me prendem aqui.

Nos últimos meses, venho me reerguendo, tentando reconquistar aquilo que perdi ao decidir virar as costas para a empresa da minha família. A decisão de sair não foi fácil, e o peso dessa escolha ainda me acompanha a cada passo, mas, por mais que eu ainda lute para estabelecer meu caminho, não posso negar que parte de mim sente falta do que deixei para trás.

Eu não me arrependo. Nunca me arrependi. Escolheria Violet outras milhares de vezes, mesmo que isso significasse perder tudo o que construí ao longo de tantos anos. Ela é minha escolha, meu destino. Mas, ao mesmo tempo, não posso negar que a realidade é bem mais amarga do que eu imaginei. Eu sabia que minha mãe ficaria chateada, mas nunca imaginei que ela fosse me deixar ir tão facilmente. Eu sempre pensei que, no fundo, ela me puxaria de volta, que ela tentaria convencer-me de que não era tarde para voltar ao lugar que sempre deveria ser meu. Mas isso nunca aconteceu.

Victoria nunca veio até mim. Nunca ligou, nunca me procurou, nem mesmo tentou estabelecer algum tipo de diálogo. Para ela, talvez eu já fosse um erro, uma mancha em seu plano perfeito. Apenas colocou qualquer um no meu lugar na empresa e seguiu com a sua vida miserável, sem se importar com a família que deixou para trás. Tudo se tornou um jogo de poder para ela. E, de alguma forma, isso me cortou mais do que a ausência de um verdadeiro afeto. Eu nunca soube lidar com o fato de que a mulher que deveria ser minha mãe, minha referência, se tornou alguém tão fria e calculista.

A dor de ser ignorado é algo que me consome mais do que eu gostaria de admitir. Por mais que eu tenha Violet ao meu lado, e por mais que eu tenha tomado a decisão de seguir em frente, o peso da rejeição de minha própria mãe me marca todos os dias. Isso não desaparece, não é algo que eu possa simplesmente esquecer. Quando vejo minha mãe em alguma reunião ou quando sou lembrado de sua presença, sempre me vem à mente a pergunta: por que ela não se importou? Por que ela não lutou pela nossa relação, pelo menos um pouco?

É difícil olhar para o que tenho agora e não me questionar sobre tudo o que deixei para trás. Mas, no fundo, sei que a escolha que fiz não foi errada. Eu só preciso entender que o que aconteceu com minha mãe e comigo não tem mais volta. O que resta é seguir em frente, aprender a lidar com essa perda e ser o homem que Violet merece, mesmo com todas as cicatrizes que carreguei.

"Como estão as coisas?" Digito uma mensagem para Edgar, meu cérebro ainda dividido entre o trabalho que me consome e as promessas não cumpridas que eu fiz a Violet.

Eu havia encarregado Edgar de ocupar a mente de minha mulher enquanto eu ficava preso no escritório, depois de prometer que passaria o dia com ela. Eu sei, sou um idiota. Tinha toda a intenção de estar com ela, mas a realidade corporativa não me deixa respirar.

Minutos depois, a resposta de Edgar chega:

"Eu deveria ganhar um bônus pela Megan ter vindo junto."

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