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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 2

Damon

A manhã acordou tranquila. O tipo de silêncio confortável que eu aprendi a valorizar nos últimos meses.

Dei três voltas correndo no quarteirão antes da padaria abrir para comprar pão fresquinho. O cheiro quente e amanteigado tomou conta do ar no caminho de volta, e por um segundo, me peguei sorrindo ao imaginar a cara sonolenta de Violet ao acordar com o aroma do café da manhã.

Ao entrar em casa, vi Pulga se espreguiçando no meio da sala, pronta para ir cumprir sua missão matinal: infernizar Violet.

Peguei a bolinha de pelos no colo antes que ela pudesse sair correndo escada acima.

— Não antes do café, miniatura de cachorro. — Murmurei, coçando sua cabeça enquanto ela soltava um latido baixinho, claramente contrariada.

Se eu conhecia Violet, ela ainda estaria esparramada na cama, encolhida em meio aos cobertores, com o cabelo bagunçado e um resmungo pronto para ser dito assim que eu a chamasse.

E, sinceramente, não havia maneira melhor de começar o dia.

Desde que comecei a trabalhar, nossos horários nunca mais bateram. O café da manhã juntos virou um luxo raro, reservado apenas para os domingos. E por isso, era sagrado.

Coloquei ração no pote da Pulga, que se ocupou imediatamente com sua refeição, e me concentrei em preparar o nosso café. A cafeteira soltava aquele aroma forte e familiar enquanto eu montava sanduíches caprichados, do jeito que Violet gostava.

Nada de café da manhã requintado, apenas pão quentinho, queijo derretido e café forte. Simples, mas nosso.

Enquanto organizava tudo na bandeja, imaginei a cena de sempre: Violet enrolada no cobertor, resmungando que ainda estava cedo, mesmo que o sol já estivesse alto. Sorri sozinho.

Se ela queria dormir até mais tarde, ótimo. Mas hoje, eu ia garantir que começássemos o dia juntos.

Eu estava terminando de ajeitar a bandeja para levar o café da manhã para o quarto quando a campainha soou.

Antes mesmo que eu pudesse reagir, Pulga disparou pela sala, latindo furiosamente como se fosse um verdadeiro cão de guarda. O problema? Com seu tamanho minúsculo e jeito espoleta, ela estava mais para um alarme barulhento do que para uma ameaça real.

Se havia algo que aquela bolinha de pelos detestava, sem dúvida, eram visitas.

Eu suspirei, já sabendo que a paz da manhã tinha acabado.

— Ei, baixinha, volta aqui — murmurei, largando a bandeja na mesa antes que derrubasse tudo.

Caminhei até a porta, ouvindo os latidos histéricos e imaginando quem poderia estar nos fazendo uma visita tão cedo em um domingo.

Assim que abri, encontrei Edgar encostado no batente da porta, segurando dois copos de café da sua cafeteria preferida e exibindo um sorriso presunçoso.

— Você sabe que tem café aqui, né? — arqueei uma sobrancelha.

— Sim, mas o meu tem chantilly e um toque especial de superioridade — ele piscou.

Antes que eu respondesse, Megan apareceu ao lado dele, revirando os olhos.

— A gente pode entrar ou a sua bolinha assassina vai continuar tentando nos matar com latidos?

— Vocês não têm mais o que fazer, não? — perguntei, cruzando os braços.

— Estamos com saudades, chuchu — Edgar sorriu, como se essa fosse uma justificativa plausível.

— Vocês passaram o dia inteiro com a minha mulher ontem.

— Com ela, não com você.

Suspirei, já sem paciência.

— Não quero ver vocês. — Virei de costas e fechei a porta sem a menor cerimônia.

O problema? Eles já eram íntimos o suficiente para ignorar qualquer tentativa minha de expulsá-los. Em menos de dois segundos, a porta se abriu novamente, e Edgar entrou dramatizando.

— Estou chateadíssimo! Ele bateu a porta na minha cara! — exclamou, levando a mão ao peito como se tivesse acabado de ser traído.

— Estou retirando o convite para padrinho — avisei, pegando novamente a bandeja do café da manhã.

— Você não ousaria — Edgar estreitou os olhos, lançando um olhar acusador para Megan, que, como sempre, estava no chão, tentando, e falhando, fazer amizade com Pulga. — Mulher, tenha princípios! — ele exclamou, indignado.

— Calado, Edgar.

Ignorando o drama, passei por eles com a bandeja em mãos.

— Vou lá acordar a minha mulher. Não se matem aí.

Cheguei no quarto e encontrei Violet sentada na cama, os olhos perdidos em algum ponto indefinido, claramente ainda tentando reunir forças para começar o dia.

— Bom dia, querida.

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