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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 29

Violet

Damon havia deixado liberado com o porteiro à minha entrada, e instruções sobre onde era o meu quarto, e que era para me acomodar assim que chegasse que uma senhora chamada Mary, sua governanta, iria me auxiliar perto da hora do almoço.

Ao entrar no apartamento de Damon, sou imediatamente envolvida por uma atmosfera de elegância e bom gosto. O ambiente é acolhedor, mas ao mesmo tempo moderno, com detalhes que parecem ter sido cuidadosamente pensados para transmitir sofisticação. Caminho lentamente, absorvendo cada detalhe.

Primeiro, chego à sala de estar. Aqui, o estilo contemporâneo predomina, mas com um toque rústico que adiciona charme. A parede de pedras rústicas se destaca entre as demais superfícies lisas e escuras. Em frente, um sofá grande e convidativo em tom bege parece perfeito para longas conversas ou para simplesmente relaxar assistindo a um filme. A enorme sacada que ocupa toda a parede ao lado revela uma vista magnífica da cidade. Luzes suaves e âmbar refletem nas janelas dos prédios distantes, criando um cenário romântico e tranquilo. As luminárias pendentes sobre a mesa de jantar têm um design único, quase escultural, e há plantas posicionadas estrategicamente ao redor da sala, trazendo vida ao espaço.

Passo pela cozinha e sinto um arrepio de admiração. É moderna e arrojada, com tons escuros e linhas minimalistas. As superfícies de mármore preto brilham sob a iluminação cuidadosamente planejada, e os armários de acabamento fosco conferem um ar de sofisticação discreta. Nas prateleiras embutidas na parede, pequenos detalhes decorativos e utensílios organizados criam um ambiente funcional e ao mesmo tempo bonito. A ilha central é o ponto focal, com banquetas pretas de design elegante prontas para um rápido café da manhã ou um jantar casual.

Continuo explorando e chego ao quarto que será o meu. As paredes em tons neutros e a iluminação suave embutida no teto dão uma sensação de serenidade. O grande tapete felpudo e macio cobre o chão, tornando o espaço ainda mais convidativo. A cama é ampla e parece incrivelmente confortável, com uma cabeceira acolchoada que se destaca em um tom marrom claro. Há uma bancada elegante e organizada ao lado, com pequenos vasos de flores brancas que dão um toque delicado ao ambiente. Imagino-me ali, repousando após um longo dia, sentindo a calma que o espaço transmite. Será meu refúgio. Enquanto observo, não consigo deixar de pensar em como seria o quarto de Damon… mas a porta está fechada, guardando esse mistério.

De volta ao corredor, avisto o banheiro social. Ele é impecável, com acabamentos em mármore e metais escovados que reluzem sob a luz difusa das lâmpadas embutidas no teto. O espelho amplo cobre quase toda a parede acima da pia, dando uma sensação de profundidade ao ambiente. Uma bancada de mármore preto sustenta a pia moderna, e os produtos de higiene estão organizados em uma bandeja de vidro ao lado. Toalhas brancas, macias e perfeitamente dobradas, estão empilhadas ao lado da pia, prontas para uso. O espaço é funcional e elegante, refletindo o mesmo cuidado e atenção ao detalhe que vi no quarto.

Enquanto sigo para o escritório, noto que o espaço é pensado para a concentração. A decoração é discreta, mas com personalidade. Uma grande mesa de madeira escura domina o centro, e ao lado há uma estante que exibe alguns livros. Uma cadeira de couro preto completa o conjunto, e a vista para a cidade pela janela é um complemento inspirador para o trabalho. Imagino Damon ali, mergulhado em seus pensamentos, lidando com tarefas importantes. O ambiente é perfeito para se concentrar, mas também transmite uma sensação de paz.

Por fim, volto ao corredor e vejo novamente a única porta fechada: o quarto de Damon. Sinto uma pontada de curiosidade. Como será seu espaço pessoal? Será que reflete o mesmo estilo sóbrio e sofisticado dos outros ambientes ou tem algum toque inesperado? A porta fechada guarda uma parte dele que ainda não conheço.

Este apartamento, com cada detalhe cuidadosamente pensado, é mais do que um espaço físico; é uma janela para a alma de Damon. Ou, pelo menos, uma versão meticulosamente controlada dela. Cada móvel perfeitamente alinhado, cada superfície impecavelmente limpa... Tudo parecia ter saído de uma revista de decoração, mas não daquelas que mostram um lar aconchegante e vivido. Era mais como uma foto de venda de imóvel, uma vitrine fria, sem um traço de personalidade verdadeira.

Nenhuma foto, nenhum artigo pessoal que contasse histórias ou revelasse um fragmento da vida real de Damon. Só existiam objetos funcionais, calculados, como se ele tivesse parado no estágio de montar um espaço impecável sem nunca cruzar a linha do que faz de um apartamento um lar. Me perguntei como ele conseguia viver aqui. Essa ordem toda era para si mesmo ou para os outros, uma máscara perfeitamente erguida para quem ousasse olhar de perto?

Era estranho pensar que uma pessoa como ele, tão firme e confiante, pudesse viver em um lugar que escondia tanto de si mesmo. Talvez este apartamento fosse uma metáfora de quem Damon realmente era: impenetrável, calculado e... vazio, de um jeito que só alguém que olha de fora perceberia.

Me virei para Megan, que levava as minhas malas para meu novo quarto, para começar a desempacotar minhas coisas, e me perguntei o que ela pensaria. Para mim, era como entrar em uma parte do Damon que ele preferia manter fechada.

— Uma coisa não dá de negar. O cara é cheio da grana. — Megan disse, analisando cada detalhe assim como eu.

No caminho da casa de Eathan até o apartamento de Damon, Megan não havia dito uma palavra. Ela estava quieta, algo raro, e ao observar seu rosto, eu podia ver uma mistura de orgulho e algo que parecia ser um leve choque. Era como se ela estivesse tentando processar o que acabara de presenciar — as palavras que eu, sem filtro, havia despejado em cima de Eathan.

E a verdade é que eu também ainda tentava processar aquilo. Ainda não sabia ao certo de onde tinha surgido aquela coragem para dizer tudo o que eu guardei por tanto tempo. Fico tentando entender como consegui finalmente enfrentar tudo que sempre deixei escondido. Foi como se, por um momento, o peso de tudo que carreguei nos últimos anos tivesse sido posto para fora.

Eu podia sentir o olhar de Megan de vez em quando, como se ela quisesse perguntar, ou talvez apenas me dizer que estava ali. E, mesmo sem trocar uma palavra, ela sabia que eu precisava daquele silêncio agora — para organizar meus próprios sentimentos, meus próprios fragmentos.

Eu e Megan, ainda em silêncio, começamos a colocar minhas coisas no armário do meu novo quarto. Ela tirava as roupas da mala e me passava uma peça de cada vez, enquanto eu as dobrava e organizava nas prateleiras. O quarto era bonito, tinha tudo no lugar, como todo o apartamento de Damon, mas ainda me fazia sentir como uma intrusa ali.

Cada canto, cada detalhe organizado e impessoal me lembrava que aquilo não era meu lar, e jamais seria. Mas eu sabia que Damon estava se esforçando. Desde que aceitei esse acordo maluco, ele fez questão de garantir que eu tivesse tudo que precisasse, e isso me fazia querer retribuir de alguma forma. O mínimo que eu podia fazer era me esforçar para tornar essa estadia o mais agradável possível. E talvez, com o tempo, eu pudesse deixar minha marca ali. Talvez algum detalhe meu pudesse suavizar aquela perfeição fria que cobria cada canto daquele apartamento.

Megan empurrou outra blusa em minha direção, e, por um segundo, ela trocou um olhar comigo, um daqueles olhares que significam mil coisas. Talvez fosse seu jeito de me dizer que eu estava fazendo a coisa certa. Com um suspiro leve, voltei a dobrar as roupas, convencida de que, apesar da estranheza, era ali que eu deveria estar agora.

Quando terminamos de guardar as últimas peças, ouvi um ruído baixo, como se alguém se aproximasse sem querer ser notado. Antes que eu pudesse registrar qualquer coisa, uma figura surgiu à porta – Suponho que seja Mary, a governanta, se movendo como um fantasma, rápida e silenciosa. Soltei um grito involuntário, e Megan não fez melhor: nós duas praticamente pulamos uma para o colo da outra, sentindo o coração disparado pela surpresa.

Mary era uma figura singular, do tipo que poderia se perder em uma multidão pela sua neutralidade, mas que, ao mesmo tempo, carregava uma presença quase intimidadora. Tinha a postura impecável, de ombros eretos e passos controlados, como se cada movimento fosse ensaiado. Era alta e magra, o rosto esculpido em traços firmes, com olhos pequenos e penetrantes de um castanho muito escuro, quase preto. Os cabelos, presos em um coque perfeito, pareciam intocados por fios brancos, o que era surpreendente para alguém que eu julgava estar perto dos cinquenta.

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