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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 28

Damon

A essa altura, o absurdo parecia ser a única constante na minha vida.

Se alguém me dissesse que eu passaria por um casamento falso e um jogo de xadrez mental com o resto da família para ganhar a herança, eu ainda acharia isso mais normal do que Edgar gritando meu nome como se fosse uma final de campeonato... com um anão vestido de Super Mario nos ombros, é claro.

A imagem era surreal. Edgar, de chinelo e camiseta floral, cambaleando enquanto segurava uma garrafa de tequila e incentivava o pequeno Mario a me servir. Eu ri, um riso quase cínico, perguntando-me onde tinha perdido o controle da minha própria vida.

— Damon! — Edgar berrou, estendendo a garrafa. — Hoje você vai beber como se não tivesse amanhã!

Aceitei o copo, entre divertido e exasperado. Se o meu último dia de solteiro, fosse no meio desse circo bizarro, por que não participar? Afinal, de todas as coisas que eu havia previsto... essa cena, com certeza, nunca teria passado pela minha cabeça.

— Mas não se esqueça, você não pode ficar bêbado.

Foi à condição que dei à Edgar. Por óbvio eu não poderia aparecer no meu casamento sendo arrastado por estar incrivelmente bêbado.

Edgar, no auge de sua “genialidade”, havia reservado uma das balsas turísticas mais populares da cidade para o que ele chamou de minha “despedida de solteiro.” Estávamos no deque superior, cercados de rostos desconhecidos que se espalhavam por toda a embarcação, rindo e dançando, como se tivessem sido convocados para uma festa particular.

Havia gente de todo tipo: casais jovens se embrenhando em cada canto, um grupo de amigos vestidos com camisas de flores e chapéus de palha, turistas com câmeras a tiracolo, até mesmo uma senhora mais velha, que dançava animada como se estivesse nos seus melhores dias. Eu me perguntava como Edgar tinha conseguido reunir toda essa gente – ou melhor, por que ele achou que era uma boa ideia? Ninguém parecia me conhecer, mas ali estavam, brindando à minha despedida com risadas e bebidas.

— Quem são essas pessoas, Edgar? — perguntei, sem conseguir esconder minha curiosidade e uma pontada de exasperação.

Ele deu de ombros, abrindo um sorriso que deixava claro que ele não fazia ideia.

— Importa? É uma festa, Damon! — respondeu ele, levantando o copo no ar antes de me passar uma bebida.

E, no fundo, ele tinha razão. No meio de toda aquela loucura, entre tequila e desconhecidos dançantes, talvez não importasse realmente quem eram aquelas pessoas ou por que estavam ali. A verdade é que, ao menos por aquele momento, a balsa lotada era a representação exata do caos que a minha vida tinha se tornado.

Por mais que eu estivesse me divertindo observando Edgar e seu anão vestido de Super Mario celebrando o que restava da minha solteirice, uma parte de mim estava presa a Violet. Era como se a animação ao meu redor fosse uma ilusão que não conseguia me afastar das preocupações que dançavam em minha mente.

Com um suspiro, cheguei a checar meu celular, como se essa simples ação pudesse me conectar à realidade dela. Havia uma mensagem do motorista que tinha contratado: “Estou a caminho do seu apartamento.” Então, o peso da situação se instalou em meu peito. Isso significava que Violet havia acabado de enfrentar Tompson. Eu não conseguia deixar de me perguntar como havia sido esse encontro. A ideia de ela estar lidando com tudo aquilo sozinha me deixava inquieto.

Imaginei a expressão no rosto dela ao confrontar o ex. O que ela diria? Como ele teria reagido? Havia tantas possibilidades e eu me senti impotente, preso em uma balsa cheia de estranhos, enquanto a mulher que logo será minha esposa por contrato lidava com um passado que a machucou.

A festa ao meu redor se tornava um borrão enquanto eu refletia. Eu queria saber como ela estava, como ela se sentia. Precisava que ela soubesse que, independentemente do que acontecesse, eu estava lá. Era um pensamento que, de certa forma, me dava esperança e me mantinha focado no que realmente importava.

Estava prestes a digitar uma mensagem para Violet, querendo saber como ela estava e se tudo tinha dado certo, quando Edgar apareceu como um furacão, arrancando meu celular das minhas mãos.

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