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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 67

Violet

Paramos em uma charmosa cafeteria para recuperar as energias. O dia havia passado voando, e eu não tinha mais forças para sequer uma risada. Era estranho como as coisas mudavam tão rapidamente, como se as horas se esvaíssem de mim sem eu sequer perceber. Eu havia começado o dia cheia de vontade de mudar, de me reinventar, e agora, com as sacolas cheias de roupas e o cabelo mais leve, parecia que tudo tinha se tornado... cansativo. Estava exausta, fisicamente e emocionalmente.

Olhei para os dois ao meu redor. Mary estava com aquele olhar crítico, mas de alguma forma, até ela parecia mais relaxada depois de tantas horas passando por lojas. Edgar, por outro lado, estava como sempre: confiante, com um sorriso no rosto, parecendo não se importar com nada além de fazer a missão acontecer.

— Ah, quase me esqueci. Comprei uma lembrancinha para vocês — falei, enquanto entregava as sacolas para Mary e Edgar. Eles me olharam surpresos, como se não esperassem nada disso.

— Obrigada por me ajudarem hoje — completei, tentando sorrir, embora a gratidão fosse acompanhada de um certo peso. Eu não sabia como expressar exatamente o que estava sentindo. Estava grata por eles estarem ao meu lado, mas também havia algo mais. Algo que eu ainda não entendia muito bem.

Mary deu uma olhada rápida na sacola e levantou uma sobrancelha, mas não falou nada. Edgar, por outro lado, soltou uma risada baixa, como se tivesse feito mais do que simplesmente me ajudar a escolher roupas.

— Eu mereço isso, não é? — ele brincou, abrindo a sacola para ver o que eu tinha escolhido para ele.

Fiquei em silêncio, observando-os. Eu sabia que esse momento de descontração não duraria muito. O peso das minhas emoções ainda estava lá, apenas esperando o momento certo para se fazer presente.

— Fazia muito tempo que eu não me sentia assim. Pela primeira vez em muito tempo, estou me sentindo... bonita de verdade — falei, passando as mãos pelos meus cabelos, sentindo o toque suave das mechas novas. Era um pequeno detalhe, mas fazia toda a diferença. Olhei para minha imagem no reflexo da janela, vendo alguém que parecia mais próxima de quem eu realmente queria ser. Alguém com mais confiança, mais força.

Edgar sorriu ao meu lado, sem perceber o peso por trás das minhas palavras.

— Você é linda, Violet. — Ele disse, com aquele tom que parecia tanto sério quanto casual. Ele não sabia, mas as palavras dele tocaram um lugar que eu não sabia que ainda existia dentro de mim.

Aquelas palavras me fizeram sorrir, mas logo uma sensação de vazio tomou conta de mim. Olhei para o nada por um momento, sentindo o aperto no peito. Não era sobre a aparência, nunca foi. Eu sabia que poderia me transformar fisicamente, mas isso não mudaria o que eu estava realmente sentindo. A insegurança, a dúvida, a sensação de ser invisível para quem mais importava.

— Era fácil me esquecer disso quando meu próprio noivo mal olhava para mim — disse em um suspiro, sem querer me entregar completamente à tristeza, mas não consegui impedir as palavras de saírem. A lembrança de Eathan, de como ele se afastava cada vez mais, se tornou um peso que, por mais que tentasse, não conseguia deixar de carregar.

Edgar me olhou por um momento, o sorriso desaparecendo ao perceber a mudança no meu tom. Ele não disse nada de imediato, mas pude ver que ele estava me observando de uma forma diferente, como se tentasse entender algo mais profundo do que uma simples mudança de aparência.

— Esse bunda mole não fazia nada certo, não é? — Edgar perguntou, seu olhar provocante esperando uma resposta.

Abri um pequeno sorriso, um daqueles sorrisos vazios, como uma forma de desviar a atenção do que realmente estava se passando por dentro.

— Não, não fazia. — Respondi, tentando disfarçar a intensidade do que sentia. Aquelas palavras tinham o poder de me fazer pensar em tantas coisas que eu preferia enterrar. A relação com Eathan nunca foi saudável, mas era difícil admitir isso em voz alta.

— Espero que no mínimo ele compensasse você na cama, porque se não, passar por tudo o que você passou... — Edgar comentou, a leveza da sua voz contrastando com a dureza do seu julgamento.

De repente, as palavras dele me atingiram de forma inesperada. Eu podia sentir o calor subindo pelo meu pescoço, as bochechas queimando, o constrangimento tomando conta de mim. Não era vergonha do que ele havia dito, mas o simples fato de que ele tinha tocado em um assunto que eu preferia manter enterrado.

Eu desviei o olhar, focando no café diante de mim, tentando dar uma resposta que fosse controlada, mas não conseguindo impedir que minha mente fosse invadida por aquelas lembranças.

Eu senti o calor da vergonha invadir minhas bochechas, enquanto tentava organizar minhas palavras, mas, ao mesmo tempo, sabia que nada que eu dissesse iria mudar o que estava acontecendo ali. Edgar, com seu olhar penetrante e expressão de quem tinha encontrado um novo mistério a desvendar, não ajudava em nada.

— Conheço esse olhar — Edgar apontou o dedo na minha direção, como se tivesse descoberto um segredo que estava só esperando para ser revelado. — Me conte.

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