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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 78

Damon

Violet estava quieta, o que não era uma surpresa, mas dessa vez o silêncio dela parecia mais carregado, quase palpável. Quando a garçonete voltou com o cardápio de sobremesas, ela balançou a cabeça em recusa, sem sequer erguer os olhos. Eu não pressionei. Alguma coisa estava passando pela cabeça dela, algo que eu não conseguia decifrar naquele momento, mas que claramente a incomodava. Deixei que ela ficasse com seus próprios pensamentos enquanto chamei o garçom para fechar a conta.

Depois de uma despedida rápida e nada calorosa, seguimos até a saída. Entreguei uma boa gorjeta ao manobrista que trouxe meu carro até a entrada. Ele agradeceu com um sorriso, mas meu foco estava em Violet, que parecia ainda mais retraída enquanto entrava no carro.

Assim que entrei e fechei a porta, o ambiente ficou pesado, como se o ar entre nós fosse denso demais para ser ignorado. O ronco suave do motor foi o único som que preencheu o silêncio por alguns instantes.

Dirigi pelas ruas iluminadas da cidade, lançando olhares rápidos para ela, esperando algum movimento, alguma palavra. Mas tudo o que recebi foi aquele mesmo silêncio, como se ela estivesse construindo um muro invisível ao seu redor.

Eu sabia que Crystal tinha mexido com Violet, sabia que as palavras dela — e provavelmente minha atitude — tinham deixado uma marca. Mas não era só isso. Tinha algo mais, algo maior do que apenas o encontro inesperado.

Estacionei o carro no estacionamento do meu prédio, desliguei o motor e olhei para ela, esperando que, finalmente, ela dissesse alguma coisa. Mas Violet apenas abriu a porta e saiu, sem esperar por mim, como se precisasse desesperadamente de espaço.

Eu a segui, fechando a porta com calma.

— Violet — chamei, minha voz soando mais firme do que eu pretendia.

Ela parou no meio do caminho, mas não se virou. Os ombros tensos dela eram a única indicação de que ela estava ouvindo.

— O que está acontecendo? — perguntei, tentando manter a calma, mesmo que a frustração começasse a me consumir.

Ela finalmente se virou, mas os olhos dela... havia algo diferente ali. Não eram apenas irritação ou mágoa. Era determinação. Algo que parecia dizer que ela estava pronta para lutar contra algo — ou talvez contra mim.

E, naquele momento, percebi que, de alguma forma, eu estava prestes a perder o controle da situação.

— Apenas estava pensando sobre sua proposta — disse ela, dando de ombros com uma indiferença quase ensaiada. — E acho que é um erro. Temos nosso acordo, e ele está bom assim.

O tom era casual, mas o brilho nos olhos dela contava outra história. Violet estava distante, erguendo um muro entre nós com cada palavra cuidadosamente escolhida.

— E, além do mais, você sabe muito bem que eu não sou do tipo de mulher que fica com alguém sem envolvimento. Não sei por que achou que eu aceitaria essa loucura. — Ela soltou uma risada amarga, um som que não combinava com ela, mas que doía mais do que eu esperava. — Mas não se preocupe, está tudo certo.

Ela deu de ombros novamente, como se tudo aquilo fosse insignificante, como se não importasse. Mas eu sabia que importava. Para ela. Para mim. Para o que quer que estivéssemos tentando construir ou fingir que não existia.

Fiquei em silêncio por um momento, deixando as palavras dela ecoarem na minha cabeça. Ela estava errada. Não estava tudo certo. Nada estava certo.

— Violet... — comecei, a voz mais rouca do que pretendia.

Ela ergueu uma mão, interrompendo-me, os lábios pressionados em uma linha fina.

— Não precisa dizer nada, Damon. É só isso. Seguimos com o que combinamos e pronto.

Mas era óbvio que não estava "pronto". Que algo tinha mudado. Algo que não tínhamos colocado no contrato. E, pela primeira vez em muito tempo, senti um aperto no peito. Não de raiva ou frustração, mas de medo.

Porque, naquele momento, percebi que a mulher à minha frente estava tentando se afastar de mim. E o que mais me assustava era que, pela primeira vez, eu não sabia como impedir isso.

O silêncio no elevador era tão denso que parecia preencher cada centímetro do pequeno espaço. Eu podia ouvir a respiração dela, sentir a tensão que irradiava do corpo dela como uma corrente invisível. Mas, ao mesmo tempo, ela parecia completamente inalcançável.

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