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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 81

Violet

Minha boca estava seca desde o momento em que Damon se aproximou tanto que eu podia sentir o calor do seu corpo. O toque firme de sua mão na base da minha cintura, o sussurro rouco e o jeito como ele me girou para ficar de frente para ele… foi demais para processar.

Eu deveria estar irritada. Depois de tudo que aconteceu, ele deveria saber que precisava manter distância. Mas, no final das contas, ele só estava fazendo o que eu pedi. Era exatamente o que eu havia sugerido: que ele me acompanhasse até o estacionamento para mostrar a Eathan nosso casamento.

Só que ele poderia ter me avisado!

Respirei fundo enquanto me acomodava no banco do carro. Meus olhos acompanharam Damon até que ele desaparecesse de vista. Ainda sentia a marca de seu toque na cintura, como se sua presença tivesse deixado uma impressão física que eu não conseguia apagar.

— Está tudo bem, Violet? — Eathan perguntou, me puxando para fora dos meus pensamentos.

Foi só então que o peso de estar no banco de trás do meu ex-noivo realmente me abateu. Instantaneamente, minhas mãos começaram a suar, e as lembranças do nosso último encontro inundaram minha mente como uma tempestade impossível de conter.

Aquelas palavras ainda ecoavam dentro de mim, tão vívidas quanto no dia em que as disse:

— O amor que eu precisava, Eathan, você nunca me deu.

Na época, minha voz saiu fraca, quase como um sussurro, mas carregava toda a mágoa e o cansaço acumulados ao longo dos anos ao lado dele. E a expressão que vi no rosto de Eathan naquele momento era algo que nunca esqueci. Era como se, pela primeira vez, ele tivesse realmente ouvido o que eu dizia. Mas já era tarde demais.

Agora, encarando-o pelo retrovisor, me senti engolida por uma onda de desconforto. Ele mantinha o olhar no trânsito, mas a tensão em sua mandíbula era inconfundível. Era como se ele também estivesse preso em lembranças que não tinha intenção de reviver.

Engoli em seco, afastando meus pensamentos e tentando manter o ar indiferente. Apenas acenei em concordância.

— Sim, estou bem. — Minha voz soou firme, mas eu sabia que ele poderia sentir o gelo na minha resposta.

Enquanto o carro seguia pelas ruas, me perguntei, não pela primeira vez, como eu tinha acabado ali, dividindo o mesmo espaço que alguém que um dia foi meu tudo — e que agora era pouco mais que um estranho.

E era impossível não sentir a dúvida escorrer no meu coração, como uma sombra silenciosa que insistia em me acompanhar. Eu estava mesmo disposta a viver uma vida falsa apenas para provar a Eathan... o que, exatamente? Que valia a pena me amar? Que ele perdeu algo importante?

Mas era tarde demais para arrependimentos. As escolhas já tinham sido feitas, e eu estava decidida a seguir em frente, mesmo que cada passo parecesse mais pesado que o anterior.

— Depois do meu trabalho, poderia passar e me levar até a empresa? — perguntei, a voz controlada, mas não sem esforço. — Damon quer acertar umas coisas sobre a casa.

— Casa? — Eathan repetiu, com a surpresa clara em seu tom enquanto seus olhos me encontravam pelo retrovisor. Ele arregalou os olhos, como se estivesse tentando entender, mas logo desviou o olhar, percebendo sua intromissão. — Desculpe, não é da minha conta.

— Não, não é. — Minha resposta saiu mais firme do que eu esperava, encerrando o assunto antes mesmo de ele tentar aprofundá-lo.

A tensão no carro ficou palpável, quase sufocante, mas eu mantive o olhar fixo na janela, observando a paisagem passar. Parte de mim queria gritar, queria jogar na cara dele tudo o que ainda estava preso no meu peito, mas a outra parte sabia que isso não mudaria nada.

Eathan tinha feito suas escolhas, assim como eu estava fazendo as minhas. E agora, ele não fazia mais parte da equação.

O silêncio dentro do carro ficou mais pesado. Eu mal tinha percebido que a pergunta escapara da minha boca até ouvir o som dela pairando no ar.

— Rosalind está melhor? — perguntei, mantendo os olhos fixos no banco à minha frente, sem coragem de encará-lo diretamente.

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