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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 82

Damon

Perdi a conta de quantas chamadas não atendidas surgiram no meu celular durante o trajeto até o escritório. A tensão já latejava em minhas têmporas, e o som do elevador chegando ao meu andar parecia o prelúdio de mais um dia infernal.

Assim que as portas se abriram, vi Stevens, minha secretária, ajeitando papéis sobre a mesa. Ela mal teve tempo de abrir a boca antes de eu despejar o meu humor ácido.

— Pedi um novo motorista, Stevens. Por que ainda não tenho um? — rosnei, sentindo o peso da irritação crescendo.

Ela levantou-se calmamente, jogando uma mecha de cabelo louro para trás.

— Senhor, achei que estava apenas dando um tempo ao Eathan... — começou, escolhendo cada palavra como se pisasse em um campo minado.

— Tompson está servindo à minha mulher — interrompi, o tom mais seco do que pretendia.

Stevens soltou um suspiro quase inaudível e baixou os olhos para a mesa, murmurando algo que não consegui entender.

— Olha, Stevens, eu sei que você está aqui por indicação dele, e entendo querer proteger o emprego dele — continuei, a raiva ameaçando transbordar —, mas ele não está na sarjeta. Faça seu trabalho antes que eu encontre alguém que o faça melhor.

Ela ergueu o olhar, agora mais desafiador do que antes, mas não disse nada. Apenas assentiu e voltou a se sentar, digitando algo rapidamente no computador.

Afastei-me da mesa dela, apertando os punhos. Eu precisava colocar a cabeça no lugar, mas a imagem de Violet e Eathan juntos no carro não saía da minha mente. O problema não era só a presença dele — era o que ele simbolizava. Um pedaço do passado de Violet que, por mais que eu tentasse, eu não conseguia apagar.

Suspirei fundo, ajustando a gravata e forçando meus passos na direção da sala. Tinha um dia inteiro de reuniões pela frente e precisava tirar Violet e Eathan da cabeça, pelo menos por algumas horas.

Assim que fechei a porta da minha sala, ouvi um assobio dramático atrás de mim. Não precisei me virar para saber quem era. Edgar estava ali, como uma sombra inconveniente, sempre com o timing perfeito para irritar.

— Alguém acordou de mau humor hoje — ele provocou, escorando-se na parede com aquele sorriso de quem não sabia a hora de parar.

Coloquei minha maleta sobre a mesa e liguei o computador, determinado a ignorá-lo. Talvez, se eu fingisse que ele não estava ali, ele desistisse. Mas Edgar não era o tipo que desistia.

— Vamos, me conta — ele insistiu, cruzando os braços e piscando os olhos como se fosse uma criança tentando convencer um adulto. — Me conta, me conta, me conta...

— Quantos anos você tem, Edgar? Cinco? — bufei, finalmente olhando para ele.

Ele riu, desavergonhado, e jogou-se na cadeira à frente da minha mesa, como se fosse dono do lugar.

— Cinco é o meu lado maduro. O que aconteceu? Parecia prestes à pular no pescoço da sua secretária.

— Não é nada — menti, soltando um suspiro pesado enquanto me sentava.

— Certo, nada fez você entrar aqui parecendo que poderia socar uma parede — ele retrucou, arqueando uma sobrancelha.

Rolei os olhos, massageando as têmporas.

— Só... problemas com Tompson.

— Ah, o motorista. Ou deveria dizer o ex-noivo da sua mulher? — Edgar disse, carregando cada palavra com malícia.

— Edgar. Não. Começa. — A advertência saiu mais como um rosnado, mas ele apenas riu.

— Tudo bem, mas estou aqui se precisar desabafar. E, claro, se precisar de alguém para um plano de vingança elaboradíssimo. — Ele piscou, claramente se divertindo às minhas custas.

Por que eu ainda era amigo dele mesmo?

— Vamos lá, Damon, você está com essa cara de quem estragou alguma coisa e agora não sabe como consertar. Eu conheço bem essa expressão — ele disse, balançando a cabeça de forma quase paternal.

Suspirei pesadamente, pressionando os dedos contra as têmporas.

— Um plano de vingança elaboradíssimo — repeti, o amargor evidente em minha voz. — Violet é excelente nisso, não deixa nada escapar quando se trata de fazer alguém pagar.

— Não era esse o acordo de vocês? — Edgar retrucou com aquele tom leve que só ele conseguia ter em situações que me tiravam do sério.

Fechei os olhos por um segundo, tentando encontrar uma paciência que eu não tinha.

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