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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 88

Damon

Nunca fui o tipo de cara que desejava uma vida convencional. Amigos para festas, Edgar para os momentos sérios — isso sempre foi suficiente. Amor, namoro, casamento... Eram ideias tão abstratas quanto desinteressantes. Nunca senti falta. Não achava que fazia parte do meu mundo.

Até agora.

Até o momento em que senti Violet nos meus braços.

Não era algo carnal, longe disso. Ela estava ali, com o rosto enfiado no meu peito, murmurando agradecimentos enquanto seus dedos se fechavam no tecido da minha camisa como se precisasse de algum tipo de âncora.

E, naquele instante, algo mudou.

— Você não precisa me agradecer tanto assim, Violet. — Minha voz saiu mais rouca do que eu esperava, como se ela tivesse arrancado algo mais profundo de dentro de mim.

Ela se afastou só o suficiente para me olhar, e aqueles olhos brilhantes, cheios de gratidão e emoção, quase me derrubaram. Não literalmente, mas a intensidade... Era avassaladora.

Eu não estava preparado para isso.

Ela não tinha ideia de que, ao me abraçar daquele jeito, era como se estivesse desmontando cada uma das paredes que eu ergui ao longo dos anos. Ela não sabia — como poderia? — que a ideia de fazê-la feliz me fazia sentir algo que eu não conseguia explicar.

Era claro como o dia. Violet, de alguma forma, estava preenchendo espaços que eu nem sabia que existiam dentro de mim.

Enquanto ela voltava a relaxar contra meu peito, senti um peso novo. Não algo ruim, mas uma responsabilidade. Eu havia prometido ser um bom amigo, um parceiro nesse teatro que havíamos montado. Mas, se isso era apenas um contrato, por que eu estava tão determinado a me certificar de que ela nunca se arrependesse de estar ao meu lado?

E, mais importante, por que isso parecia menos como uma obrigação e mais como... uma escolha?

Algo sobre Violet estava começando a mudar tudo. E eu não sabia se estava preparado para onde isso iria me levar.

Será que era isso estar apaixonado? Essa sensação estranha que parecia uma mistura de caos e paz ao mesmo tempo?

Não sei dizer. Nunca estive.

Mas, se for... Só pode ser um castigo.

Porque, convenhamos, não existe punição maior do que me apaixonar por alguém que não quer nada além da minha amizade.

Olhei para Violet, ainda aninhada no meu peito, tão confortável, tão confiante de que eu era só... Damon. O amigo, o parceiro de fachada, o cara que entregava a escritura de uma casa como se fosse um gesto casual.

Isso só podia ser macumba do Edgar!

Era a única explicação lógica. Ele vivia dizendo que eu precisava “amolecer o coração” e encontrar alguém que me fizesse “reavaliar minhas prioridades”. Eu ria disso. Sempre. Mas agora... Será que o desgraçado fez alguma simpatia? Jogou meu nome na água com açúcar ou coisa do tipo?

Porque, honestamente, só uma intervenção sobrenatural explicaria o que estava acontecendo comigo.

Suspirei, afastando esses pensamentos, mas não antes de fazer uma nota mental: preciso confrontar Edgar sobre práticas espirituais questionáveis.

Enquanto isso, eu tinha um problema maior: lidar com o fato de que Violet, sem sequer perceber, estava começando a dominar cada canto da minha mente. E a pior parte? Não havia nada que eu pudesse fazer para impedir.

— Já está ficando um pouco tarde — disse quando Violet se afastou, tentando esconder o sorriso que ameaçava surgir ao vê-la ainda um pouco corada pelo abraço. — Que tal continuarmos a conversa sobre a casa em um jantar?

Violet mordeu o canto da boca, um gesto que eu já tinha percebido ser um reflexo involuntário quando estava tentando recusar algo educadamente.

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