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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 90

Damon

Havia se passado um mês desde que os gêmeos voltaram para seus serviços, e desde então, Violet parecia carregar uma nuvem de tristeza sobre os ombros. Ela sorria quando eles ligavam por vídeo, a energia retornava por alguns instantes, mas, assim que a ligação terminava, o brilho nos olhos dela desaparecia como se alguém tivesse apagado as luzes.

Isso estava me deixando louco.

Era irritante perceber o quanto eu me importava com o humor dela, mas mais ainda não saber exatamente como consertar isso. Até que tive uma ideia.

Foi por isso que a enfiei no carro naquela manhã. Não expliquei nada, só a mandei entrar e disse para confiar em mim.

— Já estamos chegando?

A voz dela vinha pela centésima vez, com o mesmo tom impaciente.

— Violet... — suspirei, fingindo irritação, mas o canto da minha boca entregou que eu me divertia mais do que deveria.

— O quê? É uma pergunta justa. — Ela cruzou os braços e se recostou no banco, aquele biquinho se formando nos lábios.

Lindo. Perigoso.

— Quando a irmãzinha do Edgar veio nos visitar, ela nos fez assistir a Shrek umas dez vezes — comentei, desviando os olhos dela para me concentrar na estrada. — Você é mais insuportável que o Burro.

Ela virou a cabeça para mim, ofendida, e o bico cresceu ainda mais.

— Muito engraçado, Damon.

O silêncio não durou dois minutos.

— Isso é um sequestro? — ela perguntou, a voz carregada de falsa indignação, enquanto cruzava os braços e me lançava um olhar desconfiado.

— Considerando que você entrou no carro voluntariamente, tecnicamente não. — Respondi, mantendo o olhar na estrada.

— E para onde exatamente você está me levando?

Ela estava tentando parecer irritada, mas o sorriso escondido no canto dos lábios me dizia o contrário.

— Um lugar especial. — Minha resposta curta foi suficiente para fazê-la revirar os olhos.

— Já estamos chegando?

E assim foram os últimos quarenta minutos: ela perguntando, eu enrolando e respondendo de forma vaga, e, por algum motivo, parecia que todo o humor pesado que a acompanhava nos últimos dias havia ficado para trás.

A casa de veraneio dos meus pais nunca foi meu lugar favorito. Sempre achei o lugar grande demais e vazio demais, cheio de memórias que não eram exatamente minhas. Mas, por algum motivo, tive certeza de que Violet iria gostar.

E, pelo sorriso que iluminou seu rosto assim que atravessamos o portão, minha intuição estava certa.

A casa não era nada extraordinária — pelo menos, não para mim. Pintura clara, cercada por um gramado impecável, com árvores antigas que davam sombra à varanda. Mas, para Violet, parecia algo mágico.

Seus olhos brilharam como estrelas enquanto ela absorvia cada detalhe. E quando notou as quatro pessoas paradas na varanda, seu sorriso alargou ainda mais.

— O quê...? — Ela cobriu a boca com as mãos, surpresa.

Lá estavam seus pais, lado a lado, com Edgar e Megan, sua melhor amiga, todos esperando por ela com expressões que transbordavam carinho.

— Achei que você poderia precisar disso. — Murmurei, ainda sentado ao volante, observando-a lutar para encontrar as palavras.

Ela se virou para mim, os olhos marejados, mas um sorriso bobo ainda estampado no rosto.

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