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Amor Sob Contrato: O Acordo perfeito romance Capítulo 94

Damon

A semana parecia não ter fim, mas pelo menos me deu espaço para organizar meus pensamentos.

Eu faria aquilo. Conquistaria Violet. Não sabia como ainda, mas estava decidido.

O dia do acampamento finalmente chegou. Violet iria com as crianças no ônibus e eu, com minha desculpa esfarrapada de que era mais fácil para mim ir de carro, estava lá no meu próprio veículo. Não sabia exatamente o que esperar, mas sabia que ela tinha avisado que seus alunos eram... bem, enxeridos. Isso me fez sorrir de leve, afinal, sabia que o caos seria inevitável.

O nervosismo estava ali, embora eu tentasse disfarçar. Nunca pensei que iria me ver nesse tipo de situação. Eu, um cara que sempre teve tudo sob controle, estava prestes a me perder em um monte de adolescentes barulhentos e bagunceiros em um acampamento de literatura.

Quando cheguei no local, avistei o ônibus de longe. Violet estava lá, organizando tudo com uma calma aparente, enquanto os alunos se espalhavam, provavelmente já armando alguma confusão. O sorriso dela era mais do que eu imaginava que seria. Algo mais tranquilo, talvez até acolhedor.

Mas eu sabia que a maior confusão ainda estava por vir.

Estacionei meu carro ao lado do ônibus e, estiquei os braços em direção ao banco traseiro para pegar minha mochila, o restante das minhas coisas estava ainda na mala do carro. Quando me virei, parei de repente. Ali, na porta do meu carro, estava um garoto, parado com os braços cruzados e uma expressão fechada no rosto. Seus olhos estavam fixos em mim, e a postura rígida não deixava dúvidas de que ele estava me analisando com certa intensidade. Um arrepio percorreu minha espinha e, antes que pudesse reagir, me forcei a não demonstrar o susto que a visão dele causou.

O garoto tinha cerca de 15 anos, mas já exibia uma postura que te fazia questionar se ele era mais velho do que realmente parecia. Cabelos bagunçados, castanhos, mas um pouco mais longos que o normal, com uma leve franja caindo sobre os olhos. A pele clara e as feições angulosas davam a ele um ar de quem sabia bem o que queria, mas ao mesmo tempo parecia esconder algo sob o semblante fechado. Estava usando uma camiseta de banda, jeans rasgados e um tênis meio sujo, mas nada disso conseguia esconder a confiança – ou talvez até arrogância – que exalava dele.

Ele não era nada tímido. Se aproximou rapidamente, cruzou os braços e me encarou com um olhar intenso, com um sorriso quase desafiador nos lábios.

— Então você é o maridão — falou com um tom de voz acusatório, como se fosse algo que ele já soubesse de antemão, como se estivesse me colocando em uma categoria que ele não aprovava.

Com um movimento rápido, ele esticou a mão e abriu a porta do carro, me olhando através dos óculos de sol, como se já fosse alguém com autoridade ali. Quando fez o gesto de recuar para dar espaço, percebi que ele estava me desafiando a sair, como se esperasse alguma reação minha.

Eu olhei para ele por um momento, tentando decifrar a situação, quando notei que não estava sozinho. Duas meninas, provavelmente da mesma idade, estavam atrás dele, acompanhando a cena com olhares curiosos e uma pitada de diversão. Uma delas, de cabelos castanhos e lisos, segurava uma mochila enquanto sorria ligeiramente, como se achasse engraçada a interação. A outra, de cabelos curtos e loiros, parecia mais séria, como se estivesse esperando alguma ação minha.

Eu estava ali, com o rosto sério e tentando controlar a risada interna diante da situação, mas algo me dizia que aquilo seria apenas o começo de um "período de provas" no acampamento.

Sai do carro e, com um sorriso forçado, estendi a mão para o garoto, que ainda me encarava com uma expressão desafiadora.

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