No corredor do hospital, do lado de fora da sala de emergência, Fernanda enxugava as lágrimas sem parar, os olhos estavam completamente vermelhos de tanto chorar.
— Tia Fernanda, o que aconteceu com meu pai? — Helena perguntou, com o rosto cheio de preocupação.
Fernanda, enquanto chorava, tentou explicar:
— Seu pai disse que ia até a escada fumar um cigarro. Eu vi que ele estava demorando e fui até lá para ver o que tinha acontecido. Quando abri a porta de emergência, vi ele caído no chão, inconsciente, com uma poça de sangue sob a cabeça...
Fernanda começou a soluçar mais alto.
— Como isso foi acontecer... — Helena murmurou, o olhar perdido, quase vazio.
— Helena, seu pai só foi fumar um cigarro! Como ele pôde cair assim? Ele não está velho a ponto de tropeçar ou enxergar mal... — Fernanda disse, com o tom carregado de incredulidade.
As palavras de Fernanda atingiram Helena como um balde de água fria.
Era Zuriel! Só podia ser Zuriel!
Aquele lunático não conseguia atingir os Costa diretamente e, sem conseguir encontrá-la, estava atacando as pessoas ao redor dela para forçá-la a aparecer.
Os lábios de Helena tremiam de raiva, seu peito queimava com uma fúria que ela mal podia conter.
Por que Zuriel insistia em prejudicar sua família? Primeiro foi Carolina, agora seu pai.
Helena fechou as mãos com tanta força que suas unhas se cravaram na carne das palmas. Naquele momento, toda sua racionalidade foi consumida pelo ódio. Como advogada, alguém que conhecia e respeitava a lei, ela agora só conseguia pensar em vingança.
Ela gravou o nome de Zuriel em sua mente. Ele pagaria por tudo o que fez.
Leonidas foi estabilizado e transferido para um quarto particular no hospital.
Do lado de fora do quarto, dois seguranças estavam posicionados, um de cada lado da porta.
Fernanda, carregando uma sacola com comida, se aproximou e olhou para os seguranças com estranheza.
— Quem são vocês?
Helena abriu a porta de dentro do quarto.
— Tia Fernanda, o que aconteceu com meu pai provavelmente não foi um acidente. Esses seguranças foram enviados pelo Gabriel para protegê-lo.
Fernanda franziu a testa, confusa.
— Como assim, Helena?
— Entre, por favor. Eu vou te explicar tudo.
...
Na tarde seguinte, Gabriel finalmente conseguiu ir ao hospital, depois de resolver os assuntos que o mantinham ocupado.
Fernanda estava sentada ao lado da cama de Leonidas, ajudando-o a tomar o remédio. Helena estava no sofá, com um notebook e uma pasta de documentos sobre a mesa de centro, dividindo seu tempo entre o trabalho e a companhia do pai.
Gabriel entrou no quarto, seguido por Marco, seu assistente, que carregava sacolas cheias de suplementos e cestas de frutas, colocando tudo sobre uma mesa ao lado.
— Me desculpe, tio Leonidas. Depois do incidente, precisei me concentrar na investigação do culpado e não consegui vir mais cedo. — Gabriel falou com um tom sério.
Leonidas respondeu com um som abafado, um "hum" seco, sem demonstrar muito interesse.
Helena levantou os olhos de seu computador.
— Você encontrou o culpado?
— Encontrei.
Os olhos de Helena se encheram de raiva.
— Onde ele está?
— Ele já está sob custódia da polícia. Mas Zuriel foi cuidadoso e se manteve à distância. Por enquanto, só conseguimos prender os executores diretos. Ainda não foi possível incriminar Zuriel.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir