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Após a volta da ex-namorada, a herdeira parou de fingir romance Capítulo 196

Helena estreitou os olhos, seu olhar ficou sombrio.

— Zuriel é esperto. Ele nunca seria tão idiota a ponto de se envolver diretamente.

Gabriel voltou o olhar para Leonidas, deitado na cama hospitalar, e disse com um tom levemente pesaroso:

— Me desculpe, tio Leonidas. Isso tudo começou por minha causa e acabou envolvendo o senhor.

Leonidas estava pálido, com um semblante frágil e doentio.

— Ah, Gabriel... — Ele suspirou profundamente. — Helena já me explicou tudo. A família Costa tem tanto poder assim e mesmo assim não consegue lidar com esse tal de Zuriel? Vocês vão só assistir ele machucar pessoas inocentes?

— Me desculpe. Por enquanto, tudo o que temos são suspeitas de que ele está por trás disso, mas não há provas concretas. Sem elas, a polícia não pode nos ajudar.

Leonidas franziu o cenho e soltou outra pergunta:

— Gabriel, às vezes não dá para jogar limpo. Se o outro lado usa golpes baixos e truques sujos, você precisa ser ainda mais astuto para derrotá-lo. Você não é policial. Por que precisa de provas para agir?

Gabriel abaixou os olhos.

Ele entendia perfeitamente o que Leonidas queria dizer. Não era que ele precisasse de provas para acertar as contas com Zuriel, mas o problema era outro. Desde que Zuriel havia retornado ao País H, ele mantinha seus movimentos ocultos, mudando constantemente de endereço. Diversas vezes Gabriel conseguiu rastrear sua localização, mas, no momento em que enviava pessoas, Zuriel desaparecia sem deixar rastro.

Com paciência, Gabriel explicou a situação a Leonidas, detalhando os desafios que enfrentava para capturar Zuriel.

Leonidas, no entanto, parecia insatisfeito. Ele suspirou mais uma vez, pegou o copo ao lado da cama e tomou o remédio em silêncio.

Depois de relatar à família Almeida tudo o que sabia sobre o responsável pelo ataque, Gabriel retirou uma carteira de couro do bolso e colocou um cartão bancário sobre a mesa.

— Tio Leonidas, é só um gesto meu. Por favor, aceite.

Leonidas olhou para o cartão com desdém.

— Não preciso disso. Se você quer mesmo que eu fique satisfeito, traga o Zuriel para a justiça o quanto antes.

Gabriel manteve uma postura impecável diante do futuro sogro, com uma atitude educada e respeitosa, sem deixar margem para críticas. Ele assentiu levemente.

— Pode deixar.

Quando Gabriel estava prestes a sair, Helena fechou o notebook e se levantou.

— Gabriel, eu vou com você.

— Vocês dois realmente precisam conversar. — Respondeu Leonidas, com um tom grave.

...

No estacionamento subterrâneo do hospital, o carro estava aquecido. Gabriel tirou o casaco, revelando uma camisa preta impecavelmente alinhada, com uma gravata bem ajustada. Ele ainda estava com a roupa de trabalho, claramente vindo direto do Grupo Costa.

— Gabriel. — Helena o chamou, sua voz baixa. — Podemos conversar?

Gabriel manteve os olhos baixos, tentando esconder as emoções que passavam por sua mente.

— Sobre o que você quer falar?

Helena sentiu uma pontada no peito. As palavras que precisava dizer estavam presas em sua garganta, como se sua língua pesasse toneladas.

Mas sua família já tinha sofrido demais. Não podia ser egoísta, pensando apenas no amor que sentia por Gabriel.

Antes, Carolina foi sequestrada. Hoje, seu pai estava ferido.

E amanhã? Quem seria a próxima vítima? Sua tia Fernanda? Ou ela mesma?

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