Helen não pensou duas vezes antes de entrar no quarto. A tempestade rugindo lá fora era um lembrete cruel do passado, um gatilho que apertava seu peito como um punho invisível e Ethan…
Ele era sua âncora, mesmo que não quisesse admitir.
Quando ele se virou para ela, com as sobrancelhas franzidas em preocupação, Helen sentiu seu coração falhar uma batida.
— Helen? — A voz dele veio baixa, carregada de curiosidade. — O que foi?
Outro trovão rasgou o céu, iluminando o quarto por um breve instante e Helen se encolheu instintivamente, enquanto Ethan arqueava uma sobrancelha, com um sorriso torto brincando em seus lábios.
— Oh... não me diga que minha esposa tem medo de trovões?
Helen bufou, cruzando os braços e fingindo desinteresse.
— Não tenho medo! Só... achei que você gostaria de companhia.
— Claro que sim. — Ethan sorriu, batendo no colchão ao lado dele. — Então venha me fazer companhia.
Helen mordeu o lábio, hesitante. Ela realmente ia fazer isso? Mas outro trovão ecoou, sacudindo as janelas, e a resposta veio no instante seguinte: Sim, ela ia.
— Ethan... — Sua voz saiu baixa, um pouco incerta.
Ele sorriu de canto, como se já esperasse por isso e sem dizer nada, levantou o cobertor, abrindo espaço para ela, mas antes que Helen pudesse reagir, o estrondo de um relâmpago iluminou o quarto, fazendo Helen pular para dentro da cama, sem pensar duas vezes. Ethan soltou uma risada baixa, claramente se divertindo.
— Bem corajosa você, hein?
Helen o empurrou de leve, fazendo-o rir ainda mais e retrucou:
— Cale a boca, Ethan.
Ele ainda sorria quando a envolveu com o cobertor. E então, o silêncio caiu sobre eles, não um silêncio desconfortável, mas um silêncio cheio de consciência, cheio de algo que não deveria estar ali.
Helen sentia o calor do corpo dele, cada pequeno movimento que ele fazia, cada respiração.
E Ethan… sentia o perfume doce dela, preenchendo cada centímetro do espaço entre eles. Ela estava perto, muito perto. O tipo de perto que fazia seu coração bater mais rápido, mesmo que ele tentasse ignorar. O tipo de perto que era perigoso.
Então… o destino parecia querer brincar com os dois e a luz apagou. O quarto foi mergulhado na mais completa escuridão, fazendo Helen prender a respiração e resmungar:
— Ótimo.
Ethan sorriu no escuro, sentindo a tensão no corpo dela e sussurrou:
— Vai dizer que tem medo de escuro também?
— Não! — respondeu rápido demais fazendo Ethan duvidar do que ela falava.
Helen era uma péssima mentirosa. Aos poucos, os olhos dos dois começaram a se acostumar com a penumbra. E então, ele se moveu levemente aproximando-se mais.
Helen não se afastou e Ethan deslizou um braço ao redor dela, envolvendo seu corpo delicadamente, fazendo ela esticar os dedos, e tocar sem querer o peitoral nu dele. A pele quente contra a sua fez seu corpo inteiro arrepiar e Ethan fechar os olhos por um instante, respirando fundo. O cheiro dela era inebriante, a maciez de sua pele, o jeito que ela parecia caber perfeitamente contra ele… Era insano.

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