A casa estava, enfim, em silêncio.
David dormia profundamente no bercinho, completamente entregue ao cansaço do dia repleto de amor, colo e gargalhadas. A babá eletrônica repousava na mesa de cabeceira, com aquela luzinha azul piscando suavemente, sinal de que o pequeno imperador dos Carters estava em paz.
E ali, no quarto, sob a penumbra aconchegante da iluminação quente, Ethan e Helen se olhavam como quem olha não só para o amor da sua vida… mas para seu lar.
Ethan estava sentado na beirada da cama, camisa já aberta, mangas arregaçadas, o peito subindo e descendo num ritmo que mesclava ansiedade e desejo. O olhar dele… ah, aquele olhar. Era fogo e ternura na mesma proporção.
Helen caminhou devagar até ele. Vestia apenas uma camisola de seda creme, delicadamente rendada no busto, que se moldava ao corpo como se tivesse sido feita sob medida para aquele exato momento. O tecido macio deslizava nas curvas dela, e o som dos pés descalços no assoalho parecia amplificar a tensão elétrica que preenchia o ambiente.
Ela parou na frente dele e segurou o queixo do marido com as duas mãos, fazendo-o olhar para cima.
— Acho que nosso filho não acorda mais hoje — sussurrou, os olhos brilhando.
Ethan segurou a cintura dela com força, puxando-a para que ficasse entre suas pernas. Seus dedos passearam pelas costas dela, subindo lentamente, traçando cada centímetro da pele macia.
— Você não tem noção de quanto isso me deixa animado— a voz dele soava rouca, grave, como um fio de veludo arranhado.
Helen deslizou as mãos até os ombros dele, puxando a camisa e deixando-a cair no chão. Os olhos dela admiravam cada linha, cada músculo, cada cicatriz daquele homem que era sua fortaleza, seu amor, seu vício.
— “Então me mostra…” — sussurrou, mordendo o lábio inferior — “Me mostra o quanto você me deseja, Ethan.”
Ele não precisou ouvir duas vezes.
Se levantou, dominando completamente o espaço e, segurando o rosto dela com uma das mãos e a cintura com a outra, a puxou para um beijo que era tudo, menos delicado.
Foi fome.
Foi saudade acumulada.
As línguas se buscavam, dançando, duelando, se explorando com uma mistura selvagem e doce. Ethan caminhou com ela até a cama, tombando-a sob os lençóis, mas sem desgrudar a boca da dela nem por um segundo.
Quando se separaram, os dois arfavam, e Ethan segurou os olhos dela com os dele, segurando o tecido fino da camisola e puxando-a lentamente, revelando mais, centímetro por centímetro, como quem desembrulha um presente precioso.
— Deus… Helen… — sussurrou, deslizando os dedos pelas curvas dos seios, descendo pelo ventre, traçando um caminho até a barra da calcinha rendada. — Você é perfeita. Minha. Só minha.
Ela segurou o rosto dele entre as mãos, com os olhos marejados de tanto amor, e sorriu.
— Sempre fui. Sempre serei.
Os lábios dele desceram pelo pescoço, pela curva dos ombros, até os seios. Beijou, mordeu de leve, provocou. Ela arqueou o corpo, apertando os lençóis, sentindo o corpo inteiro vibrar como se estivesse em combustão.
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