O jardim ainda estava cheio de risadas, música e aquele cheiro delicioso de bolo recém-cortado. As crianças corriam com bexigas nas mãos, os adultos conversavam animados, e David, o grande protagonista do dia, estava, naquele momento, sentado no colo de Donald, lambendo os próprios dedinhos melados de brigadeiro, como quem dizia: “Hoje eu mando.”
O parabéns tinha sido um show à parte. Todos cantaram tão alto e tão desafinado que até os passarinhos das árvores vizinhas decidiram migrar temporariamente.
James, claro, fez questão de puxar o coro de “É pique, é pique…” enquanto Zoe gritava “É hora, é hora…”, e Liam, no fundo, fazia beatbox, uma tradição familiar que, agora, já ninguém mais questionava.
Quando a confusão do parabéns terminou e todos começaram a se espalhar pelo jardim, Helen segurou a mão de Ethan. O olhar dela… diferente. Suave. Brilhante. E, ao mesmo tempo, nervoso.
Ele percebeu na hora.
— O que foi, amor? Tá tudo bem? — perguntou, apertando de leve a mão dela.
— Vem comigo um minutinho… — sussurrou, puxando-o pelo corredor que levava até o deck dos fundos, um cantinho mais reservado da casa, onde as luzes pendentes balançavam devagar e o som da festa parecia mais distante.
Ethan deixou-se conduzir, sem soltar sua mão, mas com o coração já acelerando. Porque ele conhecia aquele olhar. Aquele jeito.
Quando ela parou, virou-se de frente pra ele e segurou suas mãos, Ethan colocou as duas mãos na cintura dela, inclinando o rosto.
— O que tá acontecendo, Helen? — perguntou, meio desconfiado, meio sorrindo, meio nervoso.
Helen respirou fundo. O coração disparado, o corpo inteiro tremendo.
— É … — mordeu o lábio, os olhos marejando — acho que a gente vai precisar comprar mais fraldas do que imaginamos.
Por dois segundos, Ethan ficou olhando, piscando, processando. Até que…
— Não… — apertou a cintura dela — Não, não… você tá… tá falando sério?
Helen assentiu, com as lágrimas já escorrendo, sorrindo tanto que a bochecha doía.
— Tô, amor… tô grávida. De novo.
O mundo dele parou. Simplesmente parou.
Por um segundo, o som da festa sumiu. O barulho das risadas, dos balões estourando, da música… desapareceu. Só existia ela. E aquela notícia.
Ele levou as mãos ao rosto, depois puxou ela pela cintura, ergueu-a no ar e rodou, gargalhando, com lágrimas caindo dos olhos.
— MEU DEEEEEEEUS! MEU AMOOOOOOR! A GENTE VAI TER OUTRO BEBÊ!!!

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