Nos meses de casamento, Larissa aprendeu a reconhecer a ternura de Arthur nos menores gestos. Era curioso pensar que o homem diante de quem a alta sociedade de Aurimare media cada palavra pudesse cuidar dela com tanta delicadeza.
E, outra vez, aquela declaração lhe voltou à memória.
"A mulher que eu amo é você..."
— Lari? — A voz de Arthur a trouxe de volta. — Por que ficou tão quietinha? Ainda está sentindo alguma coisa?
Ele a ajudou a se acomodar na cama, as sobrancelhas contraídas de preocupação.
Era fome, na verdade. Depois de tanto tempo sem comer, Larissa sentia a cabeça leve e as pernas sem firmeza. Não queria, porém, deixá-lo ainda mais apreensivo.
— Estou bem. Só preciso comer alguma coisa.
Arthur abriu a mesinha articulada da cama e começou a retirar as embalagens da sacola.
O aroma da comida quente logo se espalhou pelo quarto.
Ele lembrou até dos pratos de que ela mais gostava: mingau de arroz com peixe fresco e fatias de carne, acompanhado de pequenas porções de costelinhas ao molho de feijão-preto, pasteizinhos de camarão no vapor e um delicado creme salgado de ovos. Tudo leve, mas preparado com o cuidado de uma boa cozinha.
Larissa estava faminta. Esqueceu qualquer preocupação com a etiqueta e provou um pouco de cada prato, saboreando a comida sem a menor cerimônia.
Arthur acompanhava seus movimentos, e a tensão que lhe marcava o rosto desde a noite anterior começou enfim a ceder.
— Está gostoso?
— Muito. Dá pra sentir que os ingredientes são fresquinhos.
— Então come mais. Você não põe nada no estômago desde ontem.
De pé ao lado da cama, ele pegou os hashis e serviu mais um pouco na tigela dela. Fez aquilo com a naturalidade de quem já sabia exatamente do que Larissa gostava, sem sequer interromper a conversa.
Ela baixou os olhos para a comida, sentindo um calor manso se espalhar pelo peito.
Antes, passava tanto tempo tentando descobrir se Arthur gostava mesmo dela. Agora, já não precisava procurar respostas em cada palavra. Havia uma facilidade inesperada em estarem juntos assim, dividindo uma refeição, conversando sem reservas, deixando que as coisas encontrassem seu próprio ritmo.
Se ao menos nada daquilo tivesse acontecido com seu avô...
— E você? Não vai comer? — Perguntou, erguendo os olhos para ele.
Arthur deixou escapar um leve sorriso.
— Não estou com fome. Quando terminar, levo você pra casa descansar. Hoje, nada de ir à empresa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Por favor! O.livro é excelente mas precisa terminar!!! Chega de esticar tantooooooo!!!+...
Adianta aí!!! Larissa precisa descobrir seu verdadeiro Salvador e eterno amor!Arturrrrrrr!!...
Confesso que é desolador ler um livro em andamento! Comecei esse sem saber se estava finalizado! Logo descobri que não! Muito chato aguardar as migalhas dos capítulos!...
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...