Chamar Arthur de frio ou cruel seria injusto. Afinal, foi para protegê-la que ele tomou aquela decisão.
Mas Samuel passou tão mal naquela noite que chegou a vomitar sangue. E continuava em coma, sem que ninguém soubesse quando voltaria a abrir os olhos. Como Larissa poderia simplesmente deixar tudo para trás?
Por outro lado, se Arthur anunciasse o casamento e Pamela, tomada pela fúria, revelasse a verdade sobre a morte de Heloísa...
Larissa sabia exatamente o que aconteceria.
Naquela época, a culpa a destruiria. Ela não conseguiria suportar a ideia de que seu próprio sistema provocou a morte da mãe. Não possuía nem de longe a força que aprendeu a reunir nos últimos meses.
E mesmo agora, com tudo o que enfrentou e superou, quase sucumbiu ao peso daquela descoberta.
— Vamos ver isso depois. — Larissa deixou a questão em aberto. — Daqui é mais fácil ir à empresa, e o hospital também fica perto.
Não foi a recusa categórica de antes.
No rosto de Arthur, a tensão começou a ceder, e seus olhos ganharam o calor de quem enfim vislumbrava uma possibilidade.
— Então vou pedir ao Pedro que encontre uma funcionária pra cuidar de você. Alguém que prepare suas refeições e ajude com a casa.
Larissa sabia que, se recusasse, ele continuaria insistindo.
— Tudo bem.
Arthur sempre foi um homem de decisões rápidas. Assim que recebeu a permissão dela, pegou o celular e enviou as instruções a Pedro.
Larissa, porém, mal conseguia se manter acordada. O corpo inteiro parecia esgotado, sem uma reserva sequer de energia. Pediu que Arthur fosse embora e voltou para a cama.
Ele percebeu que ela precisava descansar e não insistiu em ficar.
Ao chegar ao térreo, recebeu uma ligação. Atendeu, ouviu o que disseram e seguiu diretamente para o carro.
Pouco depois, chegou a um armazém abandonado nos arredores de Aurimare.
O mato crescia sem controle ao redor da construção. O lugar era tão deserto que nem os cães vadios apareciam por ali.
Arthur atravessou a entrada com o paletó escuro ajustado aos ombros e o rosto fechado. A elegância impecável do terno parecia pertencer a outro mundo, mas não havia nada de deslocado naquele homem. Ao contrário, a frieza com que avançava combinava perfeitamente com a dureza daquele lugar.
— Sr. Arthur.
Breno, um segurança alto e corpulento, veio ao seu encontro. Apesar da expressão severa, baixou a cabeça em sinal de respeito.
— O sujeito não abre a boca por nada. Não conseguimos arrancar uma palavra dele. Mas já recuperamos o que estávamos procurando.
Arthur assentiu, os olhos já voltados para o homem amarrado à cadeira.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Por favor! O.livro é excelente mas precisa terminar!!! Chega de esticar tantooooooo!!!+...
Adianta aí!!! Larissa precisa descobrir seu verdadeiro Salvador e eterno amor!Arturrrrrrr!!...
Confesso que é desolador ler um livro em andamento! Comecei esse sem saber se estava finalizado! Logo descobri que não! Muito chato aguardar as migalhas dos capítulos!...
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...