A pergunta ficou suspensa entre os dois.
Larissa prendeu quase toda a respiração, à espera da resposta. Tinha tanto medo de ouvir uma confirmação quanto de descobrir outra mentira.
— Fui eu.
Arthur respondeu sem hesitar.
Aquela certeza a atingiu com a violência de um golpe seco. Por mais que Augusto insinuasse, por mais que as suspeitas apontassem naquela direção, uma parte dela ainda esperava estar enganada.
— Por quê?
A palavra custou a sair. Larissa sentiu a garganta áspera e, quando voltou a encará-lo, já não restava ternura em seu rosto.
Até Leandro se enrijeceu ao volante.
Então foi mesmo Arthur quem levou Eduardo? Depois de tudo o que aconteceu, ele ainda seria capaz de fazer Larissa sofrer outra vez?
— Quer saber? — Arthur perguntou.
Ergueu a mão para acariciar o rosto dela, mas Larissa afastou seus dedos com um tapa.
Ele ainda tinha coragem de provocá-la?
Ela estava esperando uma explicação, e Arthur agia como se aquilo fosse uma brincadeira. Será que aquele homem achava que ela nunca perderia a paciência?
A indignação estampada no rosto dela arrancou uma risada baixa de Arthur. Em vez de recuar, ele capturou a mão que Larissa tentou afastar e a manteve entre as suas.
— Eu sabia que você ficaria furiosa. Mas não me condene ainda. Antes, quero te mostrar uma coisa.
Larissa estreitou os olhos.
Havia algo naquela tranquilidade que não combinava com um homem encurralado. Arthur parecia guardar uma carta que ela ainda não conhecia.
— Está bem. Vou ouvir o que você tem a dizer. — Ela não retirou os olhos dele. — Mas escuta uma coisa, Arthur. É melhor não me decepcionar de novo. Porque, se isso acontecer, nunca vou te perdoar.
— Não vou te dar motivo pra isso.
A resposta veio naquela voz grave com a segurança quase irritante de quem já conhecia o desfecho da história.
Larissa ainda estava zangada. Mesmo assim, algo na firmeza dele desfez parte do nó que carregava desde a ligação de Augusto. Pela primeira vez naquele dia, conseguiu respirar sem sentir a dúvida lhe raspar por dentro.
Não demorou para o carro deixar a cidade para trás.
O destino era um armazém abandonado nos arredores de Aurimare.
Arthur a conduziu até um cômodo pequeno, onde o cheiro de mofo e umidade impregnava o ar. Larissa mal atravessou a entrada e já avistou o homem amarrado à cadeira.
Eduardo.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex
Por favor! O.livro é excelente mas precisa terminar!!! Chega de esticar tantooooooo!!!+...
Adianta aí!!! Larissa precisa descobrir seu verdadeiro Salvador e eterno amor!Arturrrrrrr!!...
Confesso que é desolador ler um livro em andamento! Comecei esse sem saber se estava finalizado! Logo descobri que não! Muito chato aguardar as migalhas dos capítulos!...
Ponha mais capítulos 🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲🥲...
AI MEU DEUS .... MTO ENROLADO LANÇAM 4 CAOITULOS POR DIA E POUCA COISA ... TA FICANDO CHATO! A GENTE GOSTA DE TER SEQUENCIA! TENHAM DDÓ...
A estória precisa ter um fim, quero ver o final.....já gastei horrores e não chegou ao final....
As atualizações poderia ser mais rápida...
Uma porcaria,a autora não consegue terminar o livro, então vou desinstalar e procurar um livro que tenha começo meio e fim,esse já deu, não recomendo pra ninguém...
Concordo, a história está se estendendo demais, ou a forma como está sendo escrita a história não está prendendo mais a atenção. O clímax da história é sobre Arthur e Larissa contra todos, mas o autor resolveu separar os dois. Pessima escolha...
Boa noite! Não estou conseguindo comprar moedas mais alguém com esse problema? Alguma sugestão???...