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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 537

Beatriz mal reconheceu o filho que entrou na sala. Ciro vinha com o maxilar travado, a raiva estampada em cada passo.

— O que aconteceu? Quem deixou você nesse estado?

Ele parou diante dela.

— Por que me mandou ficar longe da Larissa?

Beatriz abriu a boca, mas Ciro não lhe deu tempo de responder.

— E o que quis dizer com aquela história de que ela descobriu o que aconteceu cinco anos atrás? — Sua voz ganhou força. — E a Melissa? O que aconteceu de verdade com ela? Mãe, quantas coisas você ainda está escondendo de mim?

O nome de Melissa pegou Beatriz desprevenida.

Então ele também sabia?

— Quem foi que te contou essas coisas? — Ela desviou o rosto, apertando as mãos que mantinha cruzadas à altura do ventre. — Não se meta nisso, Ciro. São boatos. Gente de fora inventando histórias sem saber de nada.

Desde o desaparecimento de Eduardo, Beatriz vivia à espera de uma notícia que temia receber. Cinco anos de segredos podiam desmoronar se o médico abrisse a boca.

E se Larissa já descobriu alguma coisa?

Foi justamente esse receio que a levou a telefonar para Ciro. Não podia permitir que a moça se aproximasse dele e começasse a fazer perguntas.

Só não esperava que o próprio filho viesse exigir respostas.

— Boatos? — Ciro soltou uma risada seca. — Melissa foi condenada por crimes graves. Ia passar anos na prisão. Aí, de repente, finge estar doente, consegue uma transferência pro hospital e alguém aparece pra tirar ela de lá?

Ele se aproximou mais um passo. Uma veia latejava em sua têmpora.

— Quem conseguiria organizar uma coisa dessas, mãe? Justo naquele momento?

Beatriz permaneceu calada.

— Você mandou matar a Melissa. — A acusação saiu entre os dentes. — Tem noção do que fez? Isso é assassinato!

Ciro nunca aprovou a crueldade de Melissa, muito menos as intrigas em que ela vivia envolvida. Mas ela cresceu sob o mesmo teto que ele. Compartilharam anos de convivência, refeições, festas de família. Não era possível apagar tudo aquilo só porque ela se tornou inconveniente.

E agora ele precisava encarar a possibilidade de que a própria mãe mandou matá-la.

Como Beatriz conseguiu chegar a esse ponto?

Os empregados, espalhados pela sala, perceberam que a discussão estava longe de terminar. Um a um, desapareceram discretamente, deixando mãe e filho a sós.

Beatriz acompanhou a retirada deles. Quando tornou a encarar Ciro, já não parecia disposta a sustentar a mentira.

— E você acha que fiz tudo isso por quê? — Explodiu, furiosa. — Por sua causa, Ciro! Foi tudo por você!

A voz dela se elevou pela sala agora vazia.

— Larissa se recusava a retirar a queixa. Você ia acabar na cadeia! E eu não ia aceitar ver meu filho preso, nem que fosse por seis meses!

— Você é um Vasconcelos, Ciro! Mais cedo ou mais tarde, a presidência da filial vai voltar pras suas mãos. Não vou permitir que seu nome fique manchado por uma condenação criminal!

Beatriz falava com a convicção de quem defendia um direito sagrado.

— Foi Larissa quem me obrigou a acabar com Melissa. Aquela menina nunca soube ficar quieta, vivia arrumando confusão! Fiz por ela muito mais do que merecia. Minha consciência está tranquila.

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