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Armadilha Doce: Casei com o Irmão do Meu Ex romance Capítulo 536

Arthur colocou em palavras exatamente o que Larissa vinha tentando negar. Ela não respondeu. De que adiantava protestar, se era justamente aquilo que passou pela sua cabeça?

— Minha equipe estava vigiando Eduardo. Descobrimos que ele pretendia queimar o prontuário, então agimos antes que destruísse as provas. E, para não correr o risco de ele alertar os cúmplices, trouxemos o homem também.

Arthur pousou as mãos nos ombros dela e a virou delicadamente para si. A firmeza de seus dedos contrastava com a ternura que lhe atravessava os olhos.

— Eu prometi que ia continuar investigando, Larissa. E prometi que não voltaria a te decepcionar. Queria reunir provas mais concretas antes de colocar tudo nas suas mãos. Só que você veio me cobrar explicações antes que eu conseguisse te trazer aqui.

Larissa ficou sem palavras.

Arthur não era homem de inventar desculpas para escapar de uma situação. Detestava mentiras, sobretudo quando não precisava delas.

E havia outra coisa. Entre a movimentação suspeita de Eduardo e a recuperação daquele prontuário, nem sequer se passaram vinte e quatro horas. Tudo aconteceu depressa demais.

Ela baixou os olhos para a pasta que agora estava com Leandro.

— Aquela equipe foi um desastre. Ainda bem que você conseguiu salvar os documentos.

Seu olhar encontrou o do assistente por um segundo.

Leandro entendeu o recado.

Se Eduardo conseguisse queimar o prontuário, as fotografias que tiraram antes dificilmente serviriam como prova suficiente. A assinatura do médico, as anotações originais, tudo o que poderia sustentar uma investigação sobre a morte de Manuel viraria cinza.

E seus homens quase deixaram que isso acontecesse.

Um ruído abafado interrompeu a conversa.

Eduardo estava caído junto à cadeira, com a boca coberta por uma faixa de fita adesiva preta. Tentava falar por trás dela, soltando sons desesperados, os olhos inchados arregalados na direção de Larissa.

Ela fez um gesto para Leandro.

O assistente se aproximou e arrancou a fita.

— Srta. Larissa! — Eduardo mal conseguiu recuperar o fôlego antes de começar a implorar. — Eu só cumpria ordens! Juro que não fui eu que decidi nada! Por favor, me deixe ir. Se me soltar, faço o que quiser. Qualquer coisa!

Larissa sentiu os dentes se apertarem.

Aquele homem acompanhou o tratamento de Manuel. Esteve perto dele quando seu pai ainda lutava pela vida. E agora, diante das provas, tinha a coragem de se esconder atrás de ordens alheias.

Ela avançou um passo e acertou um chute violento no ombro dele.

— Pode ter certeza de uma coisa, Eduardo. Todos vocês que participaram da morte do meu pai vão pagar. Não vou deixar escapar um único.

O golpe fez o médico tombar de lado, incapaz de oferecer resistência depois de tantas horas de sofrimento.

Larissa saiu sem olhar para trás.

Só quando voltou ao carro, longe do cheiro de mofo e daquele rosto machucado, tornou a falar com Arthur.

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