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As Múltiplas Identidades Secretas Da Ex-esposa romance Capítulo 414

Nas ruas de Paris, um carro preto passava em alta velocidade.

A paisagem da rua do lado de fora da janela recuava rapidamente, e a luz do sol entrava pelo vidro, lançando luzes e sombras manchadas dentro do carro.

Adilson estava encostado no banco, de olhos fechados.

O rosto dele continuava pálido, e um traço de sangue seco ainda pendia no canto de sua boca. O colarinho da camisa estava um pouco bagunçado, e ele parecia em um estado deplorável.

Marcos olhou para ele pelo espelho retrovisor, sentindo um aperto no coração.

Ele trabalhava com Adilson há tantos anos, quando já o tinha visto daquele jeito?

Ele pegou um pacote de lenços de papel em silêncio e o entregou para o banco de trás.

— Sr. Ferreira, limpe-se.

Adilson abriu os olhos e pegou o lenço de papel.

Ele limpou a mancha de sangue no canto da boca, deixando um vermelho chocante no lenço.

Marcos entregou também uma garrafa de água mineral.

— Enxágue a boca.

Adilson pegou a água, abriu a tampa, tomou um gole, enxaguou a boca e cuspiu na lixeira do carro.

Aquele gosto de sangue, finalmente, diminuiu um pouco.

Ele se encostou no banco e fechou os olhos.

— E o pessoal vigiando a Isadora, qual é a situação?

Marcos pegou rapidamente o celular e ligou para o número dos dois guarda-costas.

O telefone tocou várias vezes antes de ser atendido, e o som do outro lado era barulhento, misturado com vários xingamentos ininteligíveis e música.

— Assistente Marcos! — A voz do guarda-costas estava muito baixa. — Estamos do lado de fora de um hotel. A Isadora foi levada para dentro por aqueles dois homens, parece que desmaiou. Esse lugar... não é muito normal.

O coração de Marcos afundou.

— Que hotel? Qual é a localização exata?

O guarda-costas informou um endereço.

O rosto de Marcos mudou.

Ele desligou o telefone e olhou para trás, para Adilson.

— Sr. Ferreira, aquele lugar... — Ele engoliu em seco. — É uma região sem lei nos arredores de Paris. É uma bagunça lá, tem todo tipo de gente. A polícia raramente entra lá.

Os olhos de Adilson se abriram bruscamente.

Naqueles olhos, havia muitos vasos sanguíneos rompidos, mas eles eram frios como gelo.

— Merda. — Ele xingou em voz baixa. — Estão procurando a morte.

Ele se sentou direito, e a voz ficou fria:

— Dirija mais rápido.

Marcos pisou no acelerador, e o carro ziguezagueou pelo trânsito, atraindo um coro de buzinas.

—

Adilson pegou o celular e discou um número criptografado.

O telefone tocou duas vezes e foi atendido.

Do outro lado veio uma voz rouca, com sotaque do Sudeste Asiático:

— Sr. Ferreira?

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