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As Múltiplas Identidades Secretas Da Ex-esposa romance Capítulo 415

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O carro parou na porta de um hotel dilapidado.

Este hotel tinha apenas três andares, a tinta da parede externa estava descascando, revelando o cimento cinza-escuro por baixo. Grades de ferro enferrujadas estavam soldadas nas janelas, e alguns vidros estavam quebrados, cobertos com papelão.

Vários homens tatuados estavam parados na porta, fumando e conversando. Ao verem o carro parar, eles apagaram os cigarros e lançaram olhares vigilantes.

Assim que Adilson saiu do carro, um homem de jaqueta preta veio ao seu encontro.

— Sr. Ferreira? — Ele perguntou em inglês com sotaque do Sudeste Asiático.

Adilson assentiu.

O homem fez um gesto para segui-lo e os levou para dentro do hotel.

Atravessando o corredor escuro e estreito, a luz ficava cada vez mais fraca, e apenas uma lâmpada amarelada brilhava no teto. O chão rangia sob os pés, e alguns lugares até afundavam, revelando buracos escuros por baixo. A pintura manchada das paredes descascava, revelando cimento escurecido, e dava para ver vagamente manchas vermelhas escuras — eram manchas de sangue seco, camada após camada, que já haviam se infiltrado na parede.

O choro de uma mulher veio do fundo do corredor, reprimido e desesperado, como um animal encurralado.

Então houve um baque surdo, e o choro parou abruptamente.

O rosto de Marcos ficou branco.

Os passos de Adilson não pararam.

Subindo as escadas bambas do primeiro andar, o corrimão estava coberto de ferrugem, e lascas de ferro caíam ao menor toque. Um morador de rua estava agachado na curva da escada, olhando para eles com olhos turvos, murmurando para si mesmo, sem saber o que estava dizendo.

O corredor do segundo andar era mais estreito e a iluminação era mais fraca.

O homem que liderava o caminho parou na porta do quarto 208 e bateu na porta, três batidas longas e duas curtas.

A porta se abriu uma fresta e, após a pessoa lá dentro confirmar, foi totalmente aberta.

A iluminação no quarto era fraca, apenas um abajur de cabeceira estava aceso. Na cama dilapidada, Isadora estava deitada em silêncio, com a respiração calma e o rosto um pouco pálido, mas parecia apenas estar dormindo.

Adilson caminhou rapidamente até lá e se agachou ao lado da cama.

— Isadora?

Nenhuma reação.

O homem que os trouxe para dentro falou:

— Sr. Ferreira, fique tranquilo, ela está bem. Deram sonífero para ela, vai ficar bem depois de dormir algumas horas.

Adilson levantou a cabeça.

— Onde estão aqueles dois homens?

Os cantos da boca do homem se curvaram em um arco.

— Estão trancados no quarto ao lado. Esperando o senhor lidar com eles.

Ele fez uma pausa e baixou a voz:

— Este lugar é terra sem lei. A polícia nunca se importa, e ninguém pergunta se alguém morre. O senhor pode fazer o que quiser.

Adilson ficou em silêncio por um segundo.

— Me leve lá.

—

No quarto ao lado, a porta foi empurrada, e um cheiro de sangue misturado com cheiro de mofo veio no rosto.

Não havia luz no quarto, apenas a luz do corredor entrava, e dava para ver vagamente duas pessoas encolhidas no canto.

As mãos deles estavam amarradas nas costas, e as bocas estavam seladas com fita adesiva. Ao verem a porta se abrir, os dois começaram a se debater violentamente, soltando sons abafados pela garganta.

Adilson entrou no quarto.

Marcos ficou na porta, com o rosto pálido.

— Sr. Ferreira...

— Espere aqui. — Adilson disse.

A porta se fechou atrás dele.

O quarto mergulhou na escuridão.

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