Então, ela fez algo que todos não esperavam.
Colocou a mão no lado esquerdo do peito da criança, e os dedos pressionaram de maneira precisa em uma localização específica. Não era o ponto de compressão da reanimação cardiopulmonar, mas um ponto mais lateral, quase na altura da axila.
— O que você está fazendo?! — O pós-graduando entrou em pânico. — A massagem cardíaca não é nesse lugar!
Tereza sequer levantou a cabeça: — Na criança com Tetralogia de Fallot, há uma obstrução na via de saída do ventrículo direito, e o coração tem uma posição anormal. O ponto convencional não funciona.
Os dedos dela estavam firmes e fortes; uma vez, duas vezes. O ritmo da compressão era peculiar — não era a frequência padrão de uma reanimação, mas algo mais rápido e mais direcionado.
Ao mesmo tempo, com a outra mão, ela tirou um pequeno spray de sua bolsa pessoal — que na verdade era o pequeno kit de primeiros socorros que costumava levar por hábito de médica.
— O que é isso? — perguntou Beatriz preocupada.
— Spray de nitroglicerina. — Tereza respondeu de forma breve, borrifando sob a língua da criança. — Reduz a resistência da circulação pulmonar.
O tempo parecia ter congelado.
Todos prenderam a respiração e assistiram enquanto a mulher desconhecida que apareceu do nada aplicava um procedimento de salvamento que nunca tinham visto.
Uma vez, duas vezes, três vezes...
Dez segundos, vinte segundos, trinta segundos...
De repente, o corpo da criança estremeceu com força!
— Ah! — a mulher gritou.
Mas os olhos de Tereza brilharam: — Teve uma reação.
Ela continuou com as compressões enquanto observava a cor do rosto da criança. Miraculosamente, a tonalidade roxa começou a desaparecer, e a cor dos lábios passou de roxo para um tom mais vermelho escuro e depois vermelho claro.
Um minuto depois, as pálpebras do menino se moveram.
Dois minutos depois, ele soltou uma tosse fraca.
— Bebê! — A mãe se jogou, mas foi parada por Tereza.
— Não toque nele. Deixe-o descansar.
Meio minuto depois, o menino abriu os olhos devagar. Embora ainda estivesse muito fraco, as pupilas voltaram ao tamanho normal e a respiração estava começando a ficar regular.
— Sobreviveu... ele realmente sobreviveu... — Alguém na multidão murmurou.
Os estudantes de medicina estavam boquiabertos. Tinham estudado sobre o resgate na Tetralogia de Fallot, mas o método que estava no livro didático era completamente diferente do usado por essa mulher.
— De... de qual hospital você é? — O estudante de cardiologia não pôde deixar de perguntar.
Tereza não respondeu. Ela verificou a pulsação e a respiração do menino, e após confirmar que estavam estáveis, levantou-se devagar.
Sua testa estava coberta por uma fina camada de suor, e as mangas do seu sobretudo estavam um pouco amassadas por todo o esforço, mas o seu olhar continuava muito calmo.
— A ambulância já deve estar chegando. — ela disse à mulher. — Vá ao hospital fazer mais exames. Lembre-se, evite ao máximo deixar a criança se agitar emocionalmente e evite exercícios físicos pesados. A alimentação deve ser leve, em refeições pequenas e frequentes.
A mãe acenou com a cabeça chorando, abraçando o filho que havia recuperado a consciência: — Obrigada... muito obrigada, doutora... Qual é o seu nome? Como posso recompensá-la...
— Não precisa. — Tereza virou-se, voltando para sua sala privativa.
Atrás dela, vozes de discussão ecoaram sucessivamente:
— Meu Deus, que incrível...
— Qual especialista ela é?

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