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Babá do Herdeiro: Paixão com o Bilionário romance Capítulo 28

Capítulo 28: Entre o Desejo e o Dever

Rafael

Mais uma semana se passou em um borrão. Eu mal podia acreditar que já era sexta-feira. O expediente estava chegando ao fim, os números da empresa superavam todas as metas e o contrato multibilionário com os investidores europeus estava praticamente selado. No papel, tudo caminhava perfeitamente.

Mas minha mente não estava nos gráficos de desempenho. Estava nela. Sempre nela. Laura.

Fechei o laptop e recostei-me na poltrona de couro, observando Nova York através da parede de vidro do escritório. A cidade pulsava lá embaixo, uma constelação de luzes artificiais. Por um momento, me permiti sonhar. Imaginei levar Laura para jantar. Só nós dois. Fecharia um restaurante inteiro no Upper East Side apenas para ter o privilégio de vê-la sem interrupções. Imaginei a luz das velas refletida em seus olhos castanhos, o toque de sua mão na minha por baixo da mesa, o som da sua risada que, honestamente, era o único som que me trazia paz ultimamente.

Mas a realidade me atingiu como um soco no estômago.

Fotos. Tabloides. Comentários venenosos: “Rafael Monteiro e a babá imigrante”. O processo de regularização dela era um castelo de cartas; qualquer sopro de escândalo poderia derrubar tudo. Os advogados foram claros: discrição era a palavra de ordem. Se a mídia caísse matando em cima da "ilegalidade" dela, o visto humanitário seria negado. E havia a empresa. Investidores europeus são conservadores; eles não compram apenas ações, compram estabilidade.

Eu não estava apenas escondendo um namoro. Eu estava protegendo a vida dela. A nossa vida.

Batidas secas na porta interromperam meu devaneio.

— Entre.

Marcos entrou com sua postura impecável, seguido por Ethan, que ostentava aquele sorriso de quem sabe demais.

— Senhor Monteiro — Marcos começou, estendendo uma pasta. — Sobre o jantar beneficente de hoje. O cliente principal confirmou presença. Ele foi bem específico ao perguntar se o senhor estaria lá pessoalmente.

Soltei um suspiro pesado, passando a mão pelo cabelo.

— Eu detesto esses eventos. Um bando de gente vazia bebendo champanhe caro e fingindo que se importa.

— Eu sei, senhor — Marcos assentiu, compreensivo. — Mas é estratégico. E, por favor, lembre-se da última vez. O senhor não pode aparecer sozinho novamente.

A memória me irritou instantaneamente. Da última vez que fui sem acompanhante, fui caçado como um troféu. Mulheres oportunistas me cercando, flashs no rosto, perguntas invasivas sobre minha viuvez e solidão. Saí de lá antes da sobremesa, e quase perdi o contrato pelo "descaso" com os anfitriões.

Ethan, encostado na parede com os braços cruzados, soltou um riso baixo.

— Você precisa de um escudo, Rafa. Alguém que mantenha as hienas longe e que saiba circular sem causar alarde.

— Eu poderia levar a Laura — eu disse, tentando manter a voz casual, como se sugerisse apenas uma solução prática e não o desejo ardente de segurar a mão dela em público.

Marcos arqueou uma sobrancelha. O silêncio dele foi mais barulhento que qualquer grito.

— Senhor, a Senhorita Mendes é encantadora. Mas ela é a babá do seu filho. A atenção que isso atrairia seria... catastrófica para o processo legal dela. Não é o momento.

Aquilo me atingiu como um insulto. Laura não era minha babá; era minha mulher, e a impossibilidade de gritar isso para o mundo estava começando a me corroer. Ethan, que ouvia tudo com uma atenção que me incomodava, concordou:

— Exato — Eu sabia que ele concordaria; ele estava interessado no que é meu. Engoli o gosto amargo do meu ciúme e esperei. — Mas eu tenho a solução perfeita. Alice voltou de viagem na semana passada. Vocês cresceram juntos, ela é como uma irmã para você. É linda, sofisticada e ninguém vai inventar rumores de casamento se virem vocês dois juntos. Ela é o "escudo" ideal.

Alice. Minha amiga de infância. Loira, inteligente, sempre foi como uma irmã. Ela aceitaria e seria perfeito para a imagem pública: Rafael Monteiro com uma companhia segura, sem margem para escândalos.

Eu ponderei. Teria que falar com Laura primeiro. Explicar tudo para ela. Jamais tomaria uma decisão dessas pelas costas dela, mas não disse isso em voz alta, já que ninguém sabia do nosso relacionamento ainda. Pelo bem da minha sanidade mental e do meu ciúmes mortal, eu precisava consertar essa situação de "segredo" o mais rápido possível, mas, infelizmente, não seria hoje.

— Vou pensar — respondi, querendo encerrar o assunto.

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