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Babá do Herdeiro: Paixão com o Bilionário romance Capítulo 26

Capítulo 26: A Conversa que Precisávamos

Laura

Eu fiquei deitada ao lado dele, o corpo ainda tremendo do prazer intenso que tínhamos acabado de compartilhar. O quarto estava escuro, iluminado apenas pela luz fraca do abajur ao lado da cama, e o silêncio era quebrado só pela nossa respiração pesada. Rafael me puxou para o peito dele, o braço forte envolvendo minha cintura, os dedos traçando círculos suaves nas minhas costas nuas.

Eu encostei o rosto no ombro dele, sentindo o cheiro dele suor, colônia amadeirada, sexo, e por um momento tudo parecia perfeito. Como se a briga, o ciúme, as palavras duras nunca tivessem existido.

Mas existiram. E nós precisávamos falar sobre isso.

Ele beijou o topo da minha cabeça, demorado.

— Laura… — a voz dele saiu baixa, rouca. — Eu preciso te falar uma coisa.

Eu ergui o rosto para olhar nos olhos dele. Eles estavam mais calmos agora, mas ainda carregados de uma vulnerabilidade que eu raramente via nele.

— Eu sei que o ciúme que eu sinto é… demais. É intenso. Às vezes assusta até a mim mesmo. Não é maldade. Eu não controlo. Eu nunca fui assim com Sofia.

Ele fez uma pausa, olhando para o teto como se as palavras fossem difíceis de encontrar.

— Com ela… era diferente. Eu a amava. Muito. Mas não foi paixão à primeira vista. Não era esse fogo que me consome quando eu te vejo. Com Sofia, tudo foi construído devagar. Confiança, rotina, planos. Eu nunca tive medo de perdê-la. Até o dia que eu perdi. Eu não estava lá no parto. Uma reunião importante em Londres. O voo atrasou. Quando eu cheguei ao hospital, ela já estava morta. A última imagem que eu tenho dela é ela pálida naquela maca, os olhos fechados, o corpo frio. Enzo tinha nascido, mas ela não resistiu. Ela lutou até o fim, sozinha. E eu me culpo todos os dias por não estar lá. Por ter priorizado o trabalho em vez dela.

A voz dele rachou no final. Ele fechou os olhos, como se a memória ainda doesse fisicamente.

— Depois disso eu me fechei. Enterrei o coração. Trabalhei até não aguentar mais, mimando Enzo com tudo que dinheiro comprava, mas nunca me permitindo sentir de novo. Porque eu não estava pronto para perder outra vez. Eu não estava pronto para sentir esse medo de novo.

Ele virou o rosto para mim, os olhos brilhando.

— Mas com você… tudo é mais. Parece que o amor é maior. O ciúme é maior. O medo de perder é maior. Você mexeu comigo no primeiro dia. Na entrevista, quando você ergueu o queixo e disse que ficaria pelo tempo que Enzo precisasse. Eu já te queria pra mim. No dia seguinte eu já não conseguia pensar em outra coisa. É novo pra mim. Esse sentimento tão forte. Esse medo tão grande. Eu não sei lidar ainda. Mas eu vou aprender. Por você.

Eu escutei cada palavra com atenção, o peito apertado. Entendi. Entendi a culpa dele, o trauma, o medo que o tornava possessivo. Entendi que não era maldade. Era sobrevivência. Mas entender não apagava a dor.

Eu acariciei o rosto dele, passando o polegar na barba por fazer.

— Eu perdoo algumas coisas, Rafael. Eu entendo que o ciúme vem de um lugar quebrado. Eu entendo que você tem medo. E eu te amo por isso também. Por você tentar. Mas eu não posso negar que esse ciúme possessivo me incomoda muito. E essa oscilação… sozinho você me chama de “minha”, me faz sentir única, desejada. Na frente dos outros, você me chama de “senhorita Mendes”, de “funcionária”. Isso machuca. Me faz sentir como se eu fosse descartável quando você está bravo.

Ele abriu a boca para falar, mas eu continuei, voz firme.

— Eu sei que você faz isso como proteção. Pela minha situação ilegal, pelas dívidas, pelo risco. Eu entendo. Mas mesmo assim machuca. Eu não quero ser seu segredinho. Eu quero ser sua mulher. De verdade. Sem esconder.

Ele assentiu devagar, os olhos nunca deixando os meus.

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