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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 114

Dorian já havia adotado uma nova rotina sem perceber.

Desde que Francine deixara a mansão, passou a tomar o café da manhã na cozinha, hábito impensável para ele até então, apenas para ouvir da boca de Malu qualquer notícia que pudesse existir sobre ela.

Naquela manhã, a cozinheira parecia desconfortável com as perguntas insistentes.

— A Francine já conseguiu um lugar pra ficar — disse, ajeitando a toalha sobre a mesa. — E já está trabalhando também. Está bem… e continua sem querer notícias do senhor.

Dorian fechou os punhos. A resposta seca atingiu-o mais do que gostaria de admitir.

— Malu… pelo menos me diga onde ela foi.

Ela ergueu o queixo, firme.

— Se quiser, pode até me demitir, mas eu não conto.

O olhar dele endureceu, mas não havia frieza suficiente para mascarar o desespero.

— E ficar sem notícia nenhuma dela depois disso? Nem pensar. Você continua aqui, me dando todas as informações possíveis.

Malu não conseguiu evitar uma risada curta diante daquela cena. Enquanto se afastava, pensou consigo mesma:

"É, Francine… esse homem está caidinho por você. De verdade."

Enquanto na mansão, Dorian fazia o papel de cão abandonado, no escritório ele retomava a postura que o mundo conhecia.

Sua sala estava silenciosa, a mesa impecavelmente arrumada, exceto por uma pasta deixada bem no centro.

Ele a abriu com calma meticulosa. A primeira folha trazia um nome em letras claras: Natan Ferraz.

Dorian franziu o cenho.

"Onde foi que eu já ouvi esse nome?"

Dorian mal tivera tempo de se acomodar na cadeira do escritório quando a porta se abriu sem cerimônia.

Cássio entrou apressado, com o celular ainda na mão, e parou diante dele.

— Eita, que cara é essa? — perguntou, franzindo as sobrancelhas. — Parece que viu um fantasma.

Dorian não levantou os olhos imediatamente. A ponta dos dedos deslizava sobre a capa da pasta como se temesse abri-la por completo.

Só depois de alguns segundos, ergueu o olhar para o amigo e deixou escapar:

— Já descobri o nome do homem que agarrou a Francine.

Cássio se aproximou, de repente mais sério, e puxou uma cadeira.

— Quem?

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