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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 128

Francine hesitou por um segundo diante do homem com a câmera pendurada no pescoço.

Ele tinha cabelos escuros e ondulados, levemente desgrenhados, que caíam sobre a testa de maneira despretensiosa, mas charmosamente calculada.

Os olhos eram profundos, intensos, capazes de prender a atenção sem esforço, e os lábios, firmes mas sensíveis, pareciam esconder um sorriso constante.

Havia algo nele que lembrava uma mistura de sofisticação e casualidade, um tipo de elegância que não precisava de roupas caras para se destacar.

Quando levantou os olhos da tela da câmera, Francine percebeu o efeito quase hipnotizante daquele olhar.

— Então você é a tal Francine… — disse Lohan, a voz baixa e carregada de sotaque francês.

Não soava como uma pergunta, mas como se já tivesse visto o suficiente para afirmar.

Ela ajeitou a postura, meio sem jeito.

— A tal?

O fotógrafo sorriu de lado, inclinando levemente a cabeça como quem estudava uma obra de arte.

— A mulher que dominou o desfile sem sequer estar no casting oficial.

Juliette, ao lado, soltou uma risada satisfeita, como se estivesse validando o comentário.

— Ela surpreendeu todo mundo, Lohan. Não foi só você.

Ele não respondeu de imediato. Apenas levantou a câmera e, num gesto rápido, clicou.

Francine piscou surpresa.

— Ei, eu nem posei. — protestou, levando a mão ao rosto.

— Justamente. — O olhar dele se manteve fixo, intenso, mas nada invasivo. — As melhores fotos são as que revelam quem a pessoa é antes mesmo de saber que está sendo observada.

Francine sentiu o rubor subir pelas bochechas e desviou, tentando se recompor.

Não era como Dorian, cuja presença sempre parecia esmagadora, exigindo que ela reagisse.

Lohan era o oposto: ele a fazia se sentir vista, não medida.

— Você tem futuro, Francine. — Ele pendurou novamente a câmera no pescoço e se aproximou um passo, abaixando o tom como quem confiava um segredo. — Talvez só esteja precisando de um empurrãozinho.

Ela abriu a boca para responder, mas Juliette se adiantou, empolgada:

— Ele raramente fala isso, pode acreditar!

— Ah, claro… — ironizou uma delas, arqueando as sobrancelhas com malícia. — Por isso a piscadinha, né? Super profissional.

Elas caíram na risada, enquanto Francine tentava esconder o calor que subia às bochechas. Apertou o cartão na mão, respirando fundo.

Não queria admitir nem para si mesma, mas aquela breve troca já tinha deixado sua mente mais agitada do que gostaria.

Quando o backstage se esvaziou e o burburinho foi se dissolvendo pelo salão, Francine ainda sentia as pernas trêmulas.

Era como se tivesse atravessado um redemoinho em poucas horas, da sombra do anonimato para o centro das atenções.

A cada passo, a mente repetia a mesma pergunta: isso realmente aconteceu comigo?

O brilho das luzes, os aplausos, o olhar dos fotógrafos, o cartão ainda quente entre os dedos... tudo parecia um sonho impossível de encaixar na realidade que conhecia até ontem.

Ainda havia uma parte dela que temia acordar na manhã seguinte e descobrir que tudo não passara de um devaneio alimentado pela insônia e pela saudade de casa.

Francine ergueu os olhos, respirando fundo, tentando absorver cada detalhe daquele instante.

O coração disparou em um misto de euforia e incerteza, e um sorriso escapou sem que ela conseguisse controlar.

— Malu vai ficar louca quando souber.

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