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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 153

A manhã seguinte trouxe consigo o aroma familiar de café fresco e o burburinho constante da cafeteria.

Francine ajeitava as bandejas, servia mesas e sorria para clientes habituais, mas sua mente estava longe dali.

As palavras de Adele ainda ecoavam, insistentes, como se tivessem plantado raízes.

Enquanto limpava uma mesa próxima à vitrine, seus olhos pousaram em um casal que ria despreocupado, dividindo uma fatia de bolo.

Logo ao lado, outro casal discutia baixinho sobre qual filme assistir mais tarde, mas sem perder o tom de intimidade.

A cena se repetia em diferentes formas pela cafeteria inteira, e Francine se perguntou se realmente tinha feito bem em abandonar tudo de forma tão abrupta.

"Ele errou comigo… mas será que eu não errei também?" – pensou, ajeitando os talheres sem perceber que repetia o gesto três vezes no mesmo lugar.

Ela balançou a cabeça, tentando afastar a dúvida.

Paris era sua chance.

Ali estava a agência indicada por Olivier, uma oportunidade que talvez jamais tivesse se ficasse no Brasil.

Respirou fundo, endireitou os ombros e se convenceu: tinha valido a pena.

Assim que encerrou o expediente, Francine pegou a pequena lembrancinha comprada no Louvre para Malu e seguiu até os Correios.

O salão estava cheio de turistas animados, tentando despachar pacotes volumosos para seus países. A cena a fez sorrir de leve.

"Será que eu deveria ter comprado mais coisas?" — pensou, ajeitando a sacola entre os braços.

Enquanto caminhava até o balcão, seus olhos foram atraídos por uma prateleira repleta de cartões postais coloridos.

Parou diante deles.

A Torre Eiffel iluminada, o Sena refletindo as luzes da cidade… E por um instante se viu imaginando o que escreveria para Dorian.

Algo simples, mas suficiente para dizer que ele ainda estava em seus pensamentos.

— Mademoiselle? — chamou o balconista, tirando-a do devaneio.

Francine soltou o cartão de volta à prateleira e avançou até o balcão, estendendo o embrulho.

— Gostaria de enviar para o Brasil. Quanto tempo demora para chegar?

O atendente começou a carimbar os formulários sem levantar muito os olhos.

— De dez a quinze dias.

Ela assentiu, mas seu olhar se desviou de novo para os cartões postais. A mão quase se moveu sozinha em direção a eles, até que respirou fundo e murmurou baixinho:

— Não… se ele souber onde estou, aparece no dia seguinte. Melhor deixar pra lá.

— Pardon? — perguntou o atendente, entregando o comprovante.

Francine sorriu, disfarçando.

— Nada. Merci.

Do lado de fora dos Correios, Francine segurou o celular, levantou o braço e clicou uma selfie rápida com a fachada da agência ao fundo.

Imaginava-se diante dos avaliadores, ouvindo perguntas rápidas e afiadas, ensaiando respostas convincentes em silêncio.

Visualizava os flashes, as poses, as fichas sendo preenchidas, e até os convites futuros que poderia receber dali.

Cada passo parecia aproximá-la de uma nova vida.

Seu devaneio foi interrompido pelo toque do celular. Uma mensagem de Lohan.

"Já cheguei aqui, Olivier também. Está vindo?"

Francine mordeu o lábio, os dedos correndo pelo teclado:

"Sim, estou a poucos minutos."

Logo o carro parou em frente ao prédio. Era imponente, de linhas modernas, com vidraças altas refletindo o movimento da rua.

A entrada principal estava ladeada por vasos com pequenas oliveiras, um detalhe sofisticado que contrastava com o ritmo apressado da cidade.

Assim que desceu, avistou Lohan se aproximando com o habitual charme.

Ele estendeu a mão, beijando a dela com um gesto cortês e um sorriso que misturava cumplicidade e incentivo.

— Está pronta? — perguntou, com o olhar fixo no dela.

Francine respirou fundo, sentindo o coração disparar, e respondeu sem hesitar:

— Nunca estive tão pronta.

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