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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 155

Natan entrou no prédio da construtora com passos largos e firmes, a postura impecável, o queixo erguido, transmitindo a impressão de que já era o dono de tudo.

O vazio deixado por André parecia preencher o ar ao seu redor, e ele saboreava a sensação de superioridade que aquele silêncio lhe proporcionava.

Cada detalhe do saguão, o piso polido, os painéis de vidro refletindo sua imagem, reforçava a ideia de que aquele espaço agora estava sob seu controle.

Ao chegar em sua sala, a secretária, sempre eficiente, ergueu os olhos do computador e informou:

— Senhor Natan, o advogado de André chegou para buscar os documentos da cisão da empresa.

Ele assentiu de forma imperceptível, mantendo o olhar firme à frente:

— Muito bem. Mande-o entrar.

Minutos depois, a porta se abriu e o advogado adentrou, pastas em mãos, com a expressão profissional e calculada.

Natan estendeu a mão com naturalidade, mas não sem aquele toque de altivez característico, entregando-lhe os documentos com todas as assinaturas já conferidas e ordenadas.

— Aqui estão os papéis — disse, a voz firme e medida, sem uma pitada de nervosismo. — Aguarde aqui enquanto confere se tudo está correto.

O advogado, um homem de meia-idade com expressão austera, começou a revisar cada página com cuidado, confirmando que todos os trâmites legais estavam em ordem.

— Tudo certo aqui — disse o advogado. — Agora é oficial. Seu novo sócio deve assumir em breve a posição.

Natan assentiu, mas não pôde evitar uma pontada de curiosidade: quem seria Eduardo Rangel, seu novo sócio? Um fantasma à espreita da mesma cadeira que ele ocupava.

Um pensamento que ele rapidamente afastou, substituindo-o por sua habitual confiança: o mundo corporativo tinha espaço para poucos, e ele sempre se saía bem.

Sem perder tempo, retirou o celular do bolso e discou para Afonso, seu investigador particular.

— Afonso — disse, com a voz firme, mas carregada de impaciência —, alguma novidade sobre a investigação?

Do outro lado, Afonso respondeu com a calma característica de quem lidava diariamente com a arrogância de Natan:

— Até o final do dia devo ter mais informações concretas. Que tal nos encontrarmos à noite em um restaurante? Posso detalhar tudo pessoalmente.

Natan assentiu, embora o investigador não pudesse vê-lo:

— Perfeito. Marque um lugar discreto — ordenou, desligando em seguida.

— Porque Francine, muito provavelmente, saiu do país — respondeu Afonso, com firmeza. — As últimas imagens de segurança que consegui mostram ela entrando no aeroporto internacional. Desde então, não há registros de voos nacionais em seu nome.

Natan permaneceu em silêncio por alguns segundos, absorvendo a informação. Uma ponta de alívio misturada a uma curiosidade renovada invadiu seus pensamentos.

Afonso continuou:

— No entanto, descobri algo interessante. Quem forneceu as imagens de segurança da mansão para o instituto Voz Feminina foi o próprio Dorian Villeneuve.

A pausa de Afonso fez Natan franzir a testa, intrigado. Um sorriso pensativo e desconfiado começou a surgir:

— Dorian? — murmurou, como se pronunciando o nome dele soasse quase uma acusação. — Por que ele faria isso?

O investigador não respondeu de imediato, deixando a pulga atrás da orelha de Natan crescer ainda mais.

Ele sabia que havia motivos ocultos por trás daquela atitude de Dorian, posíveis alianças das quais ele não tinha conhecimento, e intenções que precisariam ser desvendadas.

A investigação de Afonso ainda prometia muitas respostas, e Natan não tinha a menor intenção de perder qualquer detalhe.

— Muito bem — disse finalmente, com um sorriso frio e calculista —. Continue me mantendo informado. Não podemos perder nenhum movimento.

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