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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 156

O escritório estava em silêncio, exceto pelo tilintar de gelo contra o cristal do copo de uísque de Cassio.

Ele ainda balançava a cabeça, incrédulo, com um meio sorriso provocador.

— Eu ainda não acredito que você foi parar num estádio de futebol. — Cassio reclinou-se na poltrona de couro, como quem saboreia a piada. — Achei que ia morrer e não ia ver essa cena.

Dorian, atrás da mesa impecavelmente organizada, ergueu os olhos do relatório que lia.

Um sorriso discreto, quase imperceptível, curvou seus lábios.

— Foi menos pior do que eu imaginava. — confessou, em tom seco. — O barulho, a confusão… suportáveis.

Cassio gargalhou.

— Suportáveis? Você estava abraçado comigo e gritando feito um torcedor fanático. Se não tivesse fotos e vídeos, ninguém acreditaria.

Dorian não respondeu, apenas virou levemente um copo de água nas mãos, como se analisasse cada gota com atenção exagerada.

O telefone de mesa vibrou, interrompendo a provocação. A secretária avisava pelo ramal:

— Senhor Villeneuve, o advogado já chegou.

— Mande entrar. — respondeu, firme.

Poucos segundos depois, o advogado atravessou a porta carregando uma pasta preta de couro. Cumprimentou-os com formalidade, e Dorian fez um gesto para que se sentasse.

— Está tudo pronto. — disse o advogado, abrindo os documentos sobre a mesa. — O sócio indicado assumiu oficialmente a parte deixada por André. De agora em diante, a construtora passa a ter uma nova configuração societária.

Dorian folheou as páginas com calma, conferindo cada detalhe. Sabia que não precisava, afinal todos já tinham sido revisados dezenas de vezes, mas o gesto lhe dava controle.

Pegou a caneta, assinou e devolveu os papéis sem pressa.

— Resumindo — o advogado continuou —, somadas às ações que o senhor adquiriu durante a queda de mercado, e agora com a parte controlada por meio do novo sócio, a sua fatia passa a ser a maior da empresa. O senhor é, na prática, o acionista majoritário.

Cassio sorriu largo, inclinando-se para frente.

— Ou seja… quem manda agora é você.

O advogado recolheu os documentos, satisfeito, e despediu-se discretamente, deixando o escritório novamente apenas para os dois.

Cassio não resistiu:

— Então, quando é que você vai dar o pé na bunda definitivo do Natan?

Dorian recostou-se na cadeira, entrelaçando os dedos sobre a mesa.

A expressão permanecia fria, calculada, como quem observa uma peça de xadrez prestes a ser derrubada.

— Ainda não. — respondeu, tranquilo. — Faltam alguns detalhes.

— Detalhes? — Cassio arqueou a sobrancelha.

— Surpresas boas exigem paciência. — Dorian fitou o horizonte pela janela, a cidade refletindo em seus olhos. — Não quero me precipitar e estragar o efeito. Quero que ele caia sem perceber, até o último instante.

Cassio riu baixo, erguendo o copo de uísque em um brinde silencioso.

156 - Você é impiedoso 1

156 - Você é impiedoso 2

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