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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 180

Para Lohan, não tinha se passado mais que alguns segundos.

Enquanto ajudava Francine a atravessar a multidão perto da entrada do salão, soltou o braço dela por um momento, distraído com uma breve saudação a um conhecido.

Quando voltou a olhar, Francine já estava parada a poucos passos dali, de frente para um homem alto, de semblante contido e olhar intenso, que lhe estendia um copo.

Lohan franziu o cenho.

O que para ela parecia uma eternidade, com aquele turbilhão de lembranças, olhares e silêncio denso entre os dois, para ele não passara de uma fração de tempo.

Não entendeu nada do que os ouviu dizer, porque as palavras haviam sido trocadas num idioma que não dominava.

Mas percebeu de imediato a tensão no ar.

Ele se aproximou, com a curiosidade misturada a um incômodo crescente, e parou ao lado de Francine.

— Ele é seu amigo? — perguntou em francês, a voz carregada de um tom leve demais para esconder o interesse real.

Francine desviou o olhar de Dorian, como quem desperta de um transe, e respondeu em francês, num tom que soou mais contido do que ela pretendia:

— Não exatamente um amigo.

O canto da boca de Dorian se ergueu levemente, quase imperceptível, como quem saboreia a escolha das palavras dela.

Virou-se um pouco na direção de Lohan e, com um movimento elegante e deliberado, estendeu a mão para ele.

— De fato, somos mais do que isso. Dorian Villeneuve. — A voz baixa, firme, soou perfeitamente articulada no francês impecável, fazendo com que as poucas palavras tivessem um peso maior do que pareciam.

Lohan demorou um segundo para aceitar a mão, como se tentasse avaliar aquele homem que surgira do nada.

Por fim, apertou-a com firmeza, sustentando o olhar de Dorian com uma centelha de desafio que os homens raramente conseguem esconder quando sentem que estão diante de um rival.

— Lohan Durand — respondeu, mantendo a voz neutra, mas com o brilho de um fogo contido nos olhos.

O aperto de mãos durou apenas o necessário, mas foi o suficiente para que o ar entre eles se tornasse mais denso.

Não houve sorriso de nenhuma das partes, apenas um cumprimento educado que carregava uma tensão velada, a promessa silenciosa de que aquele não seria um encontro trivial.

Francine percebeu a troca de olhares, aquela faísca quase imperceptível que só quem está no meio da disputa nota, e engoliu em seco, sem saber ao certo se devia intervir ou deixar que os dois medissem forças com sutileza.

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