O salão ainda vibrava com aplausos quando as luzes se acenderam de vez.
Francine piscava rápido, como quem tenta confirmar que o que acabara de viver não era um sonho: flashes, gritos, jornalistas em êxtase, gente chorando.
Dorian ainda segurava a mão dela quando Chevalier surgiu, emocionado, batendo palmas enquanto os acompanhava até os bastidores.
— Mon Dieu, isso foi histórico! — exclamou o estilista, a voz embargada, os olhos brilhando de emoção.
Assim que atravessaram a cortina do backstage, o caos da passarela deu lugar a um turbilhão de aplausos mais íntimos.
Maquiadores, costureiras e modelos pararam o que estavam fazendo.
Alguns riram, outros choraram, mas todos aplaudiram.
Pascal, ao fundo, observava com o sorriso discreto e orgulhoso de quem sabia mais do que fingia.
Aproximou-se e cumprimentou Dorian com um aperto de mão firme.
— Parabéns, Villeneuve. Convencer Chevalier a aceitar essa proposta foi… uma façanha digna de manchete.
Dorian retribuiu o aperto.
— Você nos ajudou a criar o momento mais importante da nossa vida.
Chevalier, por sua vez, levantou uma taça que alguém lhe entregara.
— Mais importante da história da moda, você quer dizer! — disse, com o ar teatral que lhe era característico. — Já posso ver as capas: “Chevalier — amor com estilo”.
Francine soltou uma gargalhada, ainda atordoada com tudo.
— Se essa for mesmo a manchete, eu vou processar vocês dois.
A troca de roupas foi feita em instantes, mas Francine não teve tempo nem de assimilar o que estava acontecendo: do outro lado da cortina, já se ouvia o burburinho dos repórteres.
O barulho crescia: microfones, câmeras, flashes.
Até que a cortina se abriu e uma multidão avançou como uma onda.
— Francine! É verdade que o pedido foi surpresa?
— Dorian! Foi ideia sua ou da Maison Chevalier?
— Vocês vão casar em Paris?
O caos era absoluto.
Francine tentou responder a uma pergunta, mas outro repórter empurrou o microfone em sua direção.
As luzes piscavam, os flashes a cegavam.
Por um momento, em meio ao tumulto, ela quase perdeu o equilíbrio.
Então uma mão firme segurou a dela.
— Com licença — disse Dorian, a voz calma e autoritária cortando o tumulto como uma lâmina.
Ele passou o braço pelos ombros dela, abrindo caminho com tranquilidade e força.
Atrás deles, os seguranças formaram um corredor humano até o carro.
Quando as portas se fecharam, o barulho dos flashes ficou do lado de fora, abafado pelo silêncio confortável do interior.
Francine respirou fundo, encostando a cabeça no banco.
— Uau… me sinto dentro de um filme.
— Você é o filme — Dorian respondeu, ajeitando o paletó, o sorriso discreto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras