Francine parou no meio da passarela, o coração batendo alto demais para o som elegante da orquestra ao fundo.
As luzes ainda brilhavam sobre ela, mas o som dos aplausos tinha se apagado, como se o tempo tivesse parado.
Virou-se para trás, em busca do estilista, e o encontrou parado, observando-a com um sorriso misterioso.
Ele não parecia surpreso.
Apenas sorriu de leve e, com um gesto calmo da mão, sinalizou para que ela continuasse.
Francine engoliu em seco e deu um passo.
Depois outro.
Então, o ar pareceu mudar, e um murmúrio diferente começou a percorrer o salão, como uma onda silenciosa.
Ela olhou para a entrada da passarela.
E o viu.
Dorian.
Ele caminhava na direção dela com a tranquilidade de quem sabia exatamente o que estava fazendo.
O terno negro contrastava com o brilho prateado da passarela.
As mãos, como sempre, repousavam nos bolsos da calça. E o olhar... o olhar estava inteiramente nela.
Caminhava com um sorriso que carregava a tranquilidade de quem já sabia a resposta para a pergunta que ainda não fora feita.
Francine congelou.
O coração batendo descompassado, a mente tentando processar o que estava acontecendo.
Atrás dele, o telão mudou.
As imagens deles desapareceram, substituídas por um fundo preto, com letras brancas que se formavam devagar, como se respirassem junto com o público.
“Você é o caos mais incrível que já entrou na minha vida.”
Um arrepio percorreu o corpo de Francine.
O salão mergulhou em um silêncio reverente.
A iluminação suave diminuiu, até que apenas o brilho do telão iluminasse o ambiente e o caminhar lento de Dorian.
Ela sentiu as pernas vacilarem.
Ele continuava avançando.
E, pela primeira vez, Francine, que havia desfilado sob os olhares do mundo inteiro, não sabia o que fazer diante de um único olhar.
Modelos, jornalistas, convidados, todos prendiam a respiração.
Ela tentou sorrir, mas as mãos tremiam.
— Dorian… o que é isso? — sussurrou, com a voz embargada.
Antes que ele respondesse, o telão mudou novamente.
Agora o fundo branco, iluminando toda a passarela, e letras pretas que pareciam pulsar com o som suave da orquestra exibiam a declaração:
“E eu não quero um mundo em ordem, se ele não tiver você.”

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