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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 259

Durante todo o dia, Malu parecia duas pessoas em uma só.

Corria entre o fogão e o notebook, equilibrando o trabalho na cozinha com listas intermináveis de flores, fornecedores e inspirações para o casamento de Francine.

Entre uma fornada e outra, revisava o moodboard, fazia anotações no celular e soltava um suspiro sonhador, afinal, não era todo dia que ajudava a planejar o casamento da melhor amiga com um dos homens mais poderosos e teimosos do país.

No final do dia, Francine se despediu de Malu com um abraço apertado, prometendo avisar assim que tivesse novidades sobre o vestido.

O sol começava a descer por trás das palmeiras da mansão quando ela atravessou o jardim e empurrou o portão de ferro.

O som metálico ecoou na calçada, e ela mal teve tempo de checar o aplicativo quando uma voz familiar cortou o ar, interrompendo o fim de tarde que tinha tudo pra ser perfeito.

— Meus parabéns pelo noivado!

Francine parou no mesmo instante. A espinha enrijeceu antes mesmo de virar o rosto.

Quando finalmente olhou, lá estavam eles, os seus pais.

Mesmos rostos, mesmas expressões de falsa simpatia que ela reconheceria em qualquer lugar.

— Nós sabíamos que você ia aparecer aqui mais cedo ou mais tarde — disse a mãe, com um sorriso ensaiado. — Então resolvemos te esperar.

Francine cruzou os braços, o olhar frio.

— Que consideração. — respondeu seca. — Mas podiam ter esperado sentados… tipo, em casa. Ou em Marte. Quanto mais distante, melhor.

— Francine, que grosseria — o pai retrucou, já erguendo o tom. — A gente só veio te dar os parabéns. Afinal, é o mínimo, não é? Nossa filha vai se casar com um Villeneuve!

Ela respirou fundo, tentando não explodir.

— Que bom que vocês ficaram sabendo. Agora podem ir embora felizes.

— Você não vai nos convidar? — A mãe deu um passo à frente, ofendida. — Que absurdo! Somos seus pais. Só queremos estar presentes no momento mais importante da sua vida.

Francine deu um passo pra trás, já se aproximando do carro de aplicativo que acabava de estacionar.

— Se conseguirem descobrir onde e quando o casamento vai ser, podem ir. Mas o convite… — ela deu um sorriso cortante — …esse vocês não vão receber de mim.

O olhar do pai se endureceu.

— Ingrata! Nós te criamos, e é assim que retribui?

— Criar é diferente de cuidar — ela rebateu, abrindo a porta do carro que acabara de chegar. — Boa sorte na caçada ao convite.

Ela entrou, fechou a porta e pediu ao motorista pra sair dali o mais rápido possível.

Enquanto o carro se afastava, os dois ainda discutiam entre si, mas Francine já não ouvia nada além do alívio do motor se afastando.

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