Francine estava sentada à mesa, laptop aberto, rabiscando mais uma lista interminável de pendências quando ligou para Malu.
— Malu, agora que a gente já definiu boa parte do escopo do casamento, tem alguns detalhes que eu vou precisar acertar lá na França mesmo. Que dia você tá de folga? Queria que viesse aqui pra me ajudar a organizar uma lista de pendências pra quando eu for pra lá.
— Quinta! — respondeu Malu, sem hesitar. — Mas olha, se for pra ficar escrevendo lista, faz café, hein?
Francine riu.
— Fechado. Te espero aqui.
Assim que desligou, levantou num salto.
— Dois dias pra achar o vestido perfeito. — murmurou, pegando a bolsa.
Aquela ideia tinha se tornado uma missão pessoal.
Depois de tudo que Malu tinha feito, de ajudar Dorian a reconquistar ela, e até organizar o esboço do casamento, ela merecia algo especial.
As horas seguintes foram uma maratona por lojas de luxo.
Tecidos, brilhos, recortes.
Nada parecia à altura, até que, na vitrine de uma boutique discreta, ela viu o vestido.
Um tom vinho profundo, como taça de cabernet sob luz de velas.
O tecido, uma mistura de cetim e cristais que abraçava o corpo de maneira impecável.
A fenda lateral deixava a perna à mostra com elegância, e o busto era coberto por pedrarias prateadas que capturavam a luz em cada movimento.
O modelo parecia feito sob medida para Malu: sexy, confiante, absolutamente impossível de ignorar.
— Perfeito. — Francine sorriu, já imaginando a reação da amiga.
Ela completou o presente com uma caixa de chocolates suíços, um colar minimalista de ouro branco e, para fechar com perfeição, um iPad novo com capa personalizada:
“Para a madrinha mais poderosa do mundo.”
Na manhã combinada, Malu chegou ao apartamento de Francine como um furacão em forma humana: bolsa no ombro, cabelo preso num coque improvisado e a voz já chamando:
— Bora, Francine! A gente tem muito o que revisar! A lista de fornecedores, as flores, o menu...
Francine levantou uma sobrancelha, tentando conter o riso.
— Calma, mulher! Antes de começar essa inspeção, preciso te mostrar uma coisinha.
Sumiu no quarto e voltou com uma caixa branca enorme, envolta por uma fita vermelha e um cartãozinho delicado que dizia:
“Para minha companheira de loucuras.”
— O que é isso? — perguntou Malu, já desconfiada.
— O que parece, né? Um presente! — respondeu Francine, rindo. — Abre logo.

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