Francine bateu a mão sobre o baralho da mesa com força dramática.
— GANHEI! EU GANHEI! — comemorou, erguendo os braços como se tivesse acabado de vencer um campeonato mundial.
Malu caiu na risada.
Cássio afundou no sofá, derrotado.
— Isso é injusto — reclamou, fingindo mágoa. — Eu escolheria o nome perfeito. Poético. De impacto.
— Cassinho não é nome de bebê, Cássio — Francine atirou, rindo alto.
— Cassiana também não — Dorian completou, seco, mas claramente aliviado por não ter sido ele a escolher nada.
Malu juntou as cartas.
— E você, Dorian? Ficou em último. Até eu fiquei surpresa.
Ele ajeitou o relógio no pulso e deu de ombros.
— Eu não perco tempo com jogos.
— Aham, claro — Francine cutucou — por isso perdeu.
Ele suspirou, mas o canto da boca entregava que estava se divertindo de verdade.
Francine se levantou e pegou a bolsa.
— Vamos, amor. O bebê precisa dormir, e a mamãe também.
Dorian a olhou como se ainda estivesse se acostumando com aquela frase. Seus olhos simplesmente… brilhavam.
Eles abraçaram Malu.
— Amanhã passo na mansão pra ajudar o cozinheiro novo — Malu disse. — Ele parece gente boa, mas pelo visto precisa urgentemente de um GPS pra achar o tempero certo.
— Por favor — Francine implorou. — Eu tô sobrevivendo, mas não sei mais quanto tempo aguento.
Dorian concordou com um aceno formal de CEO em reunião.
— Dramática. Mas com um fundo de verdade.
Eles se despediram também de Cássio, e saíram pelo corredor.
A porta fechou.
O apartamento ficou quieto.
Silencioso.
Cheio de tensão reprimida.
Cássio nem esperou cinco segundos.
Puxou Malu pela cintura com firmeza, o corpo colado no dela como se estivesse esperando aquele momento desde o elevador em Paris.
— De volta ao intervalo — murmurou contra os lábios dela.
Malu sorriu antes de ser capturada pelo beijo urgente, cheio de tudo o que eles não tinham conseguido terminar naquela tarde.
As mãos dele deslizaram pelas costas dela, puxando-a para mais perto.
Ela se entregou, levantando na ponta dos pés, segurando a nuca dele, sentindo o corpo inteiro esquentar imediatamente.
Ele a virou contra a parede, aprofundando o beijo.
E então...
TRRRRIM.
O celular vibrou na mesa de centro.
Uma vez.
Duas.
Três.
— Não. — Cássio reclamou, sem desgrudar a testa da dela. — Não. NÃO é possível.
Malu riu, ofegante, recusando-se a soltar a nuca dele.
— Atende. Vai que é importante.
— Nada importante acontece às… — ele pegou o celular — …1h14 da manhã.
Quando ele viu o nome, soltou um gemido de tortura.
— Ah, ótimo.
Malu arqueou a sobrancelha.
— Quem é?
— Minha desgraça em forma de ser humano — ele respondeu antes mesmo de atender. — Dizem por aí que é minha irmã.
Ele deslizou o dedo na tela.
— O que foi, Maya?
A expressão de Cássio mudou no mesmo segundo.
— Você fez o QUÊ??? — ele praticamente rugiu no telefone.

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