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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 293

O silêncio que veio depois da notícia parecia até macio.

Um daqueles silêncios cheios, carregados de emoção boa.

Malu foi a primeira a quebrar.

— Meu Deus… então era isso! — ela levou as mãos ao rosto, rindo e chorando ao mesmo tempo. — Era por isso que você tava estranha esses dias! Comendo feito pedreira, caindo de sono, reclamando de cheiro de tudo…

Francine riu, enxugando uma lágrima.

— Pois é… eu também estranhei.

Cássio passou o braço por cima da cadeira e abriu um sorriso orgulhoso.

— E eu oficialmente me declaro o melhor padrinho do mundo. Já podem anotar aí.

— O que te faz achar que vai ser padrinho? — Francine perguntou, arqueando a sobrancelha.

— Porque eu sou irresistível — ele respondeu. — E porque claramente ninguém aqui vai escolher a Malu, que deixa a mãe do bebê passar fome no meio da rua.

— Cala a boca, Bachinni! — Malu jogou um guardanapo nele, rindo.

Dorian estava sentado no sofá, ainda segurando o exame entre os dedos.

Ele não parava de olhar o papel, como se tivesse medo de que o resultado desaparecesse se ele piscasse.

— Você vai ter que diminuir o ritmo… — ele disse a Francine, sem tirar os olhos dela. — Nada de viagem internacional por um tempo. E trabalho… vamos rever bastante coisa. Você vai precisar descansar. Comer melhor. Dormir mais. E—

Francine arqueou uma sobrancelha.

— Ah, claro. Porque ser mãe significa virar planta?

— Eu não disse isso — Dorian rebateu, erguendo a postura. — Mas você vai descansar mais, e eu quero você perto de mim. E perto do médico. E perto de qualquer pessoa que possa te ajudar.

Ela sorriu daquele jeito que só Francine sabia sorrir quando queria provocar e amar ao mesmo tempo.

— E você? Vai trabalhar quanto? Porque quando o bebê nascer eu vou querer você em casa também, senhor Villeneuve. Trocando fralda. E perdendo noites de sono. E cantando música de ninar.

Cássio engasgou no vinho.

— Eu PRECISO ver isso — disse, batendo a mão na perna. — O homem mais disciplinado da América Latina cantar “Nana neném”. Isso vai dar um bom vídeo pra internet.

Dorian soltou aquele olhar demorado, de silêncio ameaçador, mas sem força real.

Cássio nem ligou.

— Aliás — ele continuou, ajeitando a camisa com arrogância de propósito — vocês podem agradecer a mim por terem tempo pra esse neném aí. Porque se não fosse eu ter fechado aquele contrato nos EUA enquanto o Dorian estava bancando o Super-Homem, a empresa teria ficado na corda bamba por uns meses.

Ele tomou mais um gole, teatral.

— Mas eu sou impecável, como sempre.

Malu revirou os olhos.

— Ai meu Deus, começou.

— Reconhecimento é importante — Cássio retrucou, com falsa humildade.

Francine riu, mas mudou o tom:

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