Quando Maya finalmente foi deixada em casa, ainda fazendo drama teatral na porta, jurando amor eterno ao irmão, o carro retomou o caminho.
Agora, no banco de trás, restavam apenas Cássio e Bianca.
Ela soltou um longo suspiro exagerado, jogando o corpo de lado.
— Eu tô exausta… — murmurou, apoiando a cabeça no ombro dele com total naturalidade. — E nessas horas eu agradeço por sermos amigos de infância. Só com você eu posso fazer isso sem precisar pedir permissão.
Cássio não respondeu.
Só engoliu seco e olhou pela janela, tentando focar na rua iluminada… e não nas pernas de Bianca, completamente expostas pelo vestido curtíssimo, cruzadas de maneira calculada para chamar atenção.
Ele respirou fundo, buscando foco.
— Eu realmente esperava que você fosse uma boa influência pra Maya — disse, finalmente. — Mas pelo visto é ela que tá sendo má influência pra você. Você não parece nem de longe a menina que cresceu comigo.
Bianca sorriu de canto, sem ofensa alguma. Pelo contrário, achando graça.
— Ah, Cassio… — ela deslizou o dedo pelo braço dele, brincando. — Difícil bancar a boa moça quando foi você quem me ensinou a ser uma menina má… entre quatro paredes. Eu só tô levando um pouquinho disso pra vida.
Ele travou.
O ar parou na garganta.
A lembrança veio como uma faísca, breve, quente, perigosa.
Bianca percebeu.
Ela se inclinou, segurou o queixo dele e puxou seu rosto na direção dela.
Os olhos dos dois ficaram perigosamente próximos.
— Brincadeira, Cássio… — sussurrou. — Só queria te irritar um pouquinho.
Os dois ficaram perigosamente próximos por um segundo.
Mas antes que ela pudesse aproximar mais, ele tirou a mão dela do próprio rosto, firme, porém sem grosseria.
— Não me culpe pelas suas loucuras, Bianca — disse, voltando a encostar no banco.
Ela se jogou dramaticamente para o canto oposto, cruzando as pernas de um jeito que quase obrigava o olhar dele a descer.



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