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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 296

Quando Maya finalmente foi deixada em casa, ainda fazendo drama teatral na porta, jurando amor eterno ao irmão, o carro retomou o caminho.

Agora, no banco de trás, restavam apenas Cássio e Bianca.

Ela soltou um longo suspiro exagerado, jogando o corpo de lado.

— Eu tô exausta… — murmurou, apoiando a cabeça no ombro dele com total naturalidade. — E nessas horas eu agradeço por sermos amigos de infância. Só com você eu posso fazer isso sem precisar pedir permissão.

Cássio não respondeu.

Só engoliu seco e olhou pela janela, tentando focar na rua iluminada… e não nas pernas de Bianca, completamente expostas pelo vestido curtíssimo, cruzadas de maneira calculada para chamar atenção.

Ele respirou fundo, buscando foco.

— Eu realmente esperava que você fosse uma boa influência pra Maya — disse, finalmente. — Mas pelo visto é ela que tá sendo má influência pra você. Você não parece nem de longe a menina que cresceu comigo.

Bianca sorriu de canto, sem ofensa alguma. Pelo contrário, achando graça.

— Ah, Cassio… — ela deslizou o dedo pelo braço dele, brincando. — Difícil bancar a boa moça quando foi você quem me ensinou a ser uma menina má… entre quatro paredes. Eu só tô levando um pouquinho disso pra vida.

Ele travou.

O ar parou na garganta.

A lembrança veio como uma faísca, breve, quente, perigosa.

Bianca percebeu.

Ela se inclinou, segurou o queixo dele e puxou seu rosto na direção dela.

Os olhos dos dois ficaram perigosamente próximos.

— Brincadeira, Cássio… — sussurrou. — Só queria te irritar um pouquinho.

Os dois ficaram perigosamente próximos por um segundo.

Mas antes que ela pudesse aproximar mais, ele tirou a mão dela do próprio rosto, firme, porém sem grosseria.

— Não me culpe pelas suas loucuras, Bianca — disse, voltando a encostar no banco.

Ela se jogou dramaticamente para o canto oposto, cruzando as pernas de um jeito que quase obrigava o olhar dele a descer.

"Obrigada. Mas ainda não funcionou."

No elevador, Cássio encostou a cabeça na parede metálica.

Ele ficou olhando para o painel luminoso, dividido, inquieto.

Por um instante, o dedo indicador pairou sobre o botão do 3º andar.

O andar de Malu.

O andar do cheiro de baunilha, da luz amarela da sala, do riso nervoso, do beijo que ele ainda sentia na boca.

Mas quando viu a hora na tela do celular, soltou o ar devagar e apertou o botão do seu próprio andar.

— Amanhã eu resolvo isso… — murmurou.

O elevador subiu em silêncio.

Mas o coração dele não.

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