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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 297

Malu acordou só quando o sol já estava alto demais, invadindo o quarto como quem entra sem bater.

Piscou algumas vezes, espreguiçou-se devagar… e só então pegou o celular.

O susto veio na hora.

5 mensagens de Cássio. 2 chamadas perdidas.

Malu suspirou, jogando o celular no colchão.

— Não hoje…

Ela se arrastou até a cozinha, tomou um copo de água e decidiu que precisava parecer ocupada.

Então pegou o telefone e ligou para Francine.

A amiga atendeu na primeira chamada, como se estivesse só esperando.

— Finalmente, Malu! Eu jurava que você ia aparecer cedo pra salvar meu almoço! Você prometeu ensinar o cozinheiro como se cozinha de verdade!

— Fran… — Malu coçou o olho, ainda sonolenta. — Hoje não vai dar. Eu tô morta, vou aproveitar pra arrumar o apartamento. Prometo ir amanhã. Juro. Cedo. Me espera acordada.

Francine fez um drama digno do Oscar.

— Amanhã cedo? Vou até colocar alarme! — ela resmungou. — Mas pelo menos aparece pro café da tarde. EU PRECISO fofocar.

— Francine… — Malu riu fraco. — Hoje não dá mesmo. Amanhã eu tô aí. Palavra de honra.

— Covarde! — Francine gritou, mas já rindo. — Tá bom. Vai. Me abandona mesmo. Depois não reclama quando meu filho preferir o lado da família do Dorian!

— Para com isso, menina. — Malu gargalhou. — Te vejo amanhã.

Desligou.

E ficou olhando para a própria sala, que parecia uma mini zona de guerra pós-festa.

Levantou, abriu as janelas para o ar entrar, amarrou o cabelo em um coque torto e colocou uma playlist de músicas dançantes.

O primeiro refrão começou e Malu caminhou para a sala como uma general entrando em batalha.

Foi então que veio o golpe baixo da memória.

O sofá.

O colo dele.

As mãos dele nas costas dela.

A boca quente deslizando pelo pescoço dela.

O beijo na porta.

Os dedos entrelaçados na cintura dela.

O olhar dele dizendo claramente “mais um pouco e eu te devoro”.

Malu fechou os olhos com força.

— NÃO. Não, não, não — ela reclamou para si mesma, abanando as mãos como quem espanta mosquito. — Sem tempo pra drama!

E foi assim que ela começou a limpar o apartamento: com o coração acelerado demais, a mente traindo ela a cada cinco minutos, e a certeza absoluta de que, se Cássio Bachinni aparecesse ali naquele momento…

Ela estava ferrada.

Malu rolou os olhos, mesmo sabendo que um sorriso teimoso ameaçava nascer.

Mas ela não ia facilitar. Não MESMO.

Digitou devagar, deletou, reescreveu, respirou fundo e mandou:

“Acabei de dar faxina no apartamento. Só quero descansar um pouco.”

Simples.

Educado.

Frio o bastante para ele entender.

Ou pelo menos ela achava.

Nem cinco minutos depois, o celular vibrou de novo.

“Bom descanso então.”

Seco.

Direto.

Misteriosamente educado.

Malu virou o celular com a tela para baixo e afundou o rosto no sofá.

— Por que é que esse homem mexe tanto comigo? — reclamou para as almofadas.

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