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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 300

No dia seguinte Malu chegou cedo à mansão de Dorian.

Assim que atravessou a porta, Denise praticamente a esmagou num abraço.

— Você faz falta nessa mansão. — disse, com aquele carinho de mãe disfarçada de governanta.

Malu riu, apertando o abraço de volta.

— Obrigada, Denise. Eu também sinto falta de tudo isso.

E não era mentira.

Havia um conforto ali, uma familiaridade que nenhuma vista bonita da varanda do apartamento conseguiria substituir.

Alguns outros funcionários vieram cumprimentá-la, como se ela tivesse voltado de um intercâmbio em Marte.

Malu abraçou, riu, recebeu comentários sobre como “a cozinha nunca mais foi a mesma”.

Tudo aquilo a deixou sorrindo de orelha a orelha.

Francine desceu as escadas nesse exato momento, viu a pequena aglomeração e praticamente arrancou Malu de dentro do abraço coletivo.

— Chega, chega, vão deixar ela mal-acostumada! — disse, puxando Malu pelo braço. — Vamos pra cozinha, antes que eu passe fome.

Entraram juntas, e lá estava Jonas.

Jonas tinha cerca de 42 anos, postura reta, cabelos escuros com discretos fios grisalhos nas têmporas, daqueles que pareciam pintados à mão para deixar o homem ainda mais interessante.

Traços fortes.

Queixo marcado.

Olhos verdes que pareciam analisar tudo e todos com um nível de austeridade que lembrava… um general.

Ou pior: um auditor gastronômico.

Ele deu um aceno breve quando Francine fez as apresentações.

— Jonas, essa é a Malu. Como eu te disse, ela vai te explicar alguns dos jeitos que a gente tá acostumado por aqui.

— Hum. — respondeu ele, num tom que poderia significar qualquer coisa entre “ótimo” e “prefiro mastigar vidro”.

Malu deu um sorriso educado e se aproximou.

— Vamos começar pelo básico?

Jonas arqueou uma sobrancelha, como se questionasse a existência do básico, mas permitiu.

Malu só sorriu de novo, como quem domestica gato bravo.

A manhã passou entre panelas, temperos, dicas, pequenos ajustes… e piadas de Malu que, aos poucos, iam quebrando a muralha de gelo do novo cozinheiro.

No final, ele até arriscou um sorriso torto, ou talvez fosse só cólica de orgulho engolido, mas de qualquer forma, estava mais humano do que quando ela chegou.

Quando o almoço começou a tomar forma, Malu se despediu dele e voltou até Francine.

— Então? — Francine perguntou, cruzando os braços.

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