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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 67

Sábado à noite, o restaurante Conttento exalava sofisticação.

Velas sobre as mesas, arranjos discretos, garçons precisos. O tipo de lugar onde ninguém falava alto — e todo mundo fazia questão de ser visto.

Natan Ferraz chegou com cinco minutos de antecedência. Vestia um blazer marinho perfeitamente ajustado, o rosto barbeado com precisão cirúrgica e o relógio suíço brilhando com discrição suficiente para parecer casual.

Ele não precisava de extravagância. Sabia onde mirar, como se mover, como se impor.

— Senhor Ferraz. Mesa para quatro, correto?

— Sim. E minha acompanhante chega em instantes. Pode me levar até lá.

Foi conduzido à melhor mesa do salão — perto da adega envidraçada, com visão privilegiada do ambiente, mas ainda assim reservada.

Posicionamento estratégico. Ali, ele seria visto por quem importava, sem se misturar com quem não interessava.

Os outros empresários chegaram minutos depois. Natan os recebeu com cordialidade firme, risos controlados, elogios pontuais, como quem conhecia todos os jogos da diplomacia e ainda assim escolhia quais jogar.

— Essa obra na orla de Vila Branca? 80% concluída. Dobrei o prazo pra garantir acabamento fino. Sabe como é, imagem é tudo.

Entre goles de vinho e cortes precisos no filé, Natan conduzia o jantar com a maestria de quem sabia seduzir negócios tanto quanto pessoas.

— Sim, sim, o novo loteamento? Todo meu. Projeto conceito. Integração total com a natureza, mas com infraestrutura de capital.

— Engenheiro que atrasa cronograma comigo não trabalha de novo. Meu nome vem primeiro que qualquer logotipo.

Isa Pires chegou no meio da primeira taça. Vestia um vestido de tecido acetinado, cor marfim, salto discreto, cabelos presos em um coque baixo e maquiagem que favorecia seu olhar — ela era exatamente o que Natan esperava. Classe, compostura e uma aura leve o bastante pra não parecer forçada.

— Senhores, — disse Natan ao se levantar e puxar a cadeira para ela — esta é Isa Pires, minha acompanhante esta noite.

Ela sorriu com elegância e cumprimentou os presentes. Ao se sentar, cruzou as pernas com graça e só falou quando lhe foi perguntado — e mesmo assim, com inteligência o suficiente pra soar como mais que uma modelo.

Embora não fosse isso que ele queria dela, ter alguém que passasse credibilidade por associação era um plus que Natan não podia desperdiçar.

O jantar seguiu em clima de negócios — contratos, prazos, nomes, cifras, vinhos e contatos trocados.

Quando o último prato foi recolhido e os empresários se despediram com firmeza de punho e promessas de reencontros, Natan se virou para Isa.

— Você me concede mais um momento? — perguntou, já em pé, apontando para o bar ao fundo. — Uma taça de vinho como agradecimento.

Isa assentiu com um sorriso contido.

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