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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 68

Desde que Francine enviou o vídeo para Dorian (com aquele tom provocador e leve que ele não estava acostumado a receber) algo entre eles começou a se transformar.

De forma discreta, quase imperceptível, a distância que os separava passou a ceder espaço a uma curiosa aproximação.

Nos primeiros dias, as mensagens trocadas seguiam um padrão prático e quase impessoal:

"Bom dia. O que temos para o café?"

Mensagens diretas, enviadas com o mesmo tom de comando que Dorian costumava usar com todos à sua volta.

"Dormiu bem?"

Francine, por sua vez, respondia com secura ou apenas com emojis — uma carinha sonolenta, uma xícara de café — como quem deixava claro que não estava disposta a ser bajulada.

Mas ele insistia. De forma sutil. De forma quase... encantada.

Vez ou outra, mandava uma foto da pilha de papéis acumulados sobre a mesa do escritório, com a legenda:

"Olha o que me espera hoje."

Francine respondia no mesmo tom, enviando uma imagem das verduras espalhadas sobre a bancada da cozinha, acompanhada de:

"Aqui também tem muito trabalho."

À noite, quando ele sabia que ela já havia encerrado o expediente e provavelmente estava em seu quarto, mandava uma última mensagem:

"Como foi seu dia?"

E ela, se estivesse de bom humor, contava algum caos da cozinha — como o dia em que quase deixou o pão queimar porque o jardineiro apareceu com uma cesta cheia de jabuticabas e ela se empolgou com a ideia de fazer geleia.

Essas trocas foram crescendo. As mensagens se estendiam até tarde. E mais de uma vez, Dorian só percebeu que era madrugada quando viu o brilho azul do celular refletido na parede do quarto.

Pela manhã, o ritmo era o oposto. Assim que ela entrava na sala de jantar com o carrinho repleto de pães, frutas e iogurtes, Dorian aproveitava para puxar assunto.

Às vezes trazia consigo o tablet aberto em alguma manchete do mundo da moda só para provocá-la:

— A Dior anunciou uma parceria com uma startup de tecidos ecológicos. Isso muda alguma coisa? — perguntava, com ar casual.

Francine franzia a testa, analisava o título e respondia com uma explicação empolgada, cheia de nomes de estilistas, tendências e ideias que, para ele, soavam como outro idioma.

Mas era exatamente isso que o encantava.

O muro entre eles, invisível mas intransponível até então, já não existia mais.

Francine nunca soube ao certo quando foi que deixou de se incomodar com as mensagens de Dorian.

No começo, achava um tanto invasivo — esse jeito dele de aparecer no meio da noite com perguntas aleatórias ou comentários que, por algum motivo, sempre pareciam acertar onde ela menos esperava.

Mas com o tempo, aquilo virou rotina.

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