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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 78

Francine vestiu o uniforme com a precisão de quem tentava disfarçar o nervosismo e saiu do quarto cedo, indo direto para a cozinha.

O café da manhã precisava estar na mesa antes que Dorian descesse, exatamente como ele exigia.

Arrumava as xícaras, repunha as frutas, ajeitava o guardanapo com mais zelo do que o necessário.

Tentava ocupar as mãos, porque a cabeça… bom, a cabeça ainda estava presa naquela mensagem da madrugada.

Quando ouviu os passos vindo do corredor, seu corpo todo entrou em alerta.

Dorian entrou no salão com postura impecável, terno escuro, cabelo milimetricamente alinhado e aquele charme irritante que ele carregava como quem não sabia o efeito que causava.

— Bom dia — disse ele, num tom cordial, enquanto cumprimentava os empregados com um leve aceno de cabeça.

Francine apenas assentiu e serviu o café com um sorrisinho educado, mas contido. Dorian observava cada movimento dela como quem lia um livro interessante.

Quando se sentou e pegou a xícara, ele disparou:

— Francine, você é uma pessoa ansiosa?

Ela travou no mesmo instante, colherzinha de chá no ar.

— Ansiosa? Por quê? Porque eu mandei mensagem primeiro já que você me deixou no vácuo? Porque eu não tenho sangue de barata, se é isso que você quer saber!

Dorian ergueu uma sobrancelha, fingindo surpresa.

“Eu só queria saber com quanto tempo de antecedência devo te convidar pra um evento…” Dorian pensou.

— Obrigado por essa resposta tão… espontânea.

Ela quis cavar um buraco e desaparecer ali mesmo.

Ele, claro, continuou tomando o café calmamente como se nada tivesse acontecido.

Depois, se levantou com aquele sorrisinho no canto da boca e completou:

— Vou deixar você pensar sobre isso. Tenha um bom dia, Francine.

E saiu. Sem explicar mais nada.

Francine voltou pra cozinha bufando, equilibrando a bandeja com as xícaras e os talheres enquanto os pensamentos ferviam.

Malu nem precisou perguntar nada, bastou olhar a cara dela.

— Tá vendo, Malu? — começou ela, largando as coisas na pia com mais força do que o necessário.— A gente não pode nem demonstrar um mísero interesse por esse tipo de cara que eles já acham que a gente tá desesperada!

Malu soltou um risinho, mas se conteve ao ver o olhar assassino da amiga.

— Preciso falar com você. Agora.

Filipe engoliu em seco. Tinha um pressentimento de que, mais uma vez, estava no olho do furacão e não fazia ideia de onde se esconder.

— Sobre…?

— A carta da Montblanc. Você sabe de que carta eu tô falando.

Ele soltou o ar devagar. Estava mesmo no centro da tempestade. Mas dessa vez, não era o Dorian que o deixava sem ar, era Francine.

Filipe ergueu as mãos, como quem se rende antes do tiro.

— Olha, eu juro que não sei o que tinha na carta. Só entreguei. — ele hesitou, franzindo a testa, lembrando da expressão do chefe — Parecia convite, mas... não deu pra ver e obviamente ele também não leu em voz alta.

Francine cerrou os olhos, como se pudesse espremer a informação da testa de Filipe.

— Ai, não, agora eu preciso saber o que tinha naquela carta. Senão vou ficar igual doida, criando teoria atrás de teoria. Se for convite pra alguma coisa e ele for com outra pessoa, eu me jogo da varanda!

Filipe arregalou os olhos.

— Mas... a varanda é no térreo.

— Detalhes, Filipe! — ela exclamou, já andando de um lado pro outro, agoniada.

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