PONTO DE VISTA DO MARK
Eu me virei com um sobressalto quando a porta do meu escritório se abriu. Meu assistente entrou, com as sobrancelhas franzidas e os olhos arregalados em uma mistura de medo e preocupação.
— Por que entrou assim de repente? — Exclamei, levantando-me com fúria.
Ele tentava, entre respirações entrecortadas, recompor o fôlego antes de falar. Suspeitei que tivesse corrido até ali.
— Sydney está chegando e, com a expressão em seu rosto e com seus passos, ninguém ousou impedi-la. Nem mesmo os seguranças. Eu poderia...
Meu olhar deslizou rapidamente para a porta quando ela foi aberta com força novamente. Meu assistente se afastou da entrada enquanto Sydney se lançava no recinto.
Ela foi direto à minha mesa e, com violência, jogou sua bolsa sobre ela. Seus olhos, carregados de raiva, pousaram em mim enquanto gritava:
— Mark, o que exatamente você está aprontando? Por que está tornando tudo tão difícil para mim?
Levantei as sobrancelhas e lancei um olhar atônito para a pequena rachadura que ela acabara de infligir na mesa. Perguntei-me qual seria a causa de tamanha fúria enquanto me voltava para o assistente, que mantinha um olhar cauteloso fixo em Sydney. Acenei com a cabeça em direção à porta.
— Saia.
Seus lábios tremeram, e seu olhar oscilava entre Sydney e mim.
— Quer que eu chame reforços de segurança?
Lancei-lhe um olhar divertido, enquanto Sydney lhe lançava um olhar tão penetrante que parecia condená-lo. Ao ver o semblante dela, ele apenas assentiu e saiu apressado, fechando a porta com cuidado.
"Ela deve tê-los assustado muito." Pensei ao me virar para uma Sydney furiosa.
— Qual é o problema? O que fiz para te ofender? — Perguntei suavemente.
Ela bufou antes de soltar um rugido:
— Seu fingido! Ainda ousa se fazer de inocente!
Retribuí seu olhar com um olhar vazio.
— Não se faça de esperto comigo, Mark.
— Estou falando sério, Sydney. Eu não sabia que era você. Eu só sabia que Grace era uma das fundadoras, a identidade da segunda pessoa permaneceu misteriosa desde então. — Expliquei, parando para observá-la. Ela, contudo, parecia não me ouvir e manteve o olhar fixo, carregado de reprovação. — Então é você? — Pressionei.
Ela ergueu as mãos para o alto e exclamou:
— É claro que sou eu! Quem mais poderia ser? Estou sempre por perto da Grace. Somos amigas! É óbvio que fui eu quem iniciou o negócio com ela. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência já teria percebido isso!
Recostei-me na cadeira enquanto as peças do quebra-cabeça se encaixavam lentamente. Grace… Eu deveria ter imaginado: tratava-se da Grace de Sydney!
Suspirei e me inclinei para frente, deixando os documentos repousarem sobre a mesa.
— Ok, tudo bem. Eu não sou tão inteligente assim, ok? — Declarei, levantando um pouco a mão em sinal de rendição. — Mas a Grace que eu conheço agora parece diferente da imagem do perfil comercial dela. — Afirmei, franzindo a testa.
— O que você acha? Já fazem anos! — Ela rebateu, pronunciando cada palavra como se eu fosse uma criança de quatro anos. Dando de ombros, complementou: — Além disso, naquela época, estávamos lutando para nos manter de pé.

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