ANASTASIA
No momento em que o médico entrou, seu olhar imediatamente se voltou para a cadeira que Aiden ocupava.
— Onde ele está?
— Ele foi embora. — Respondi e acrescentei. — Teve uma emergência.
Ele assentiu e seguimos com a sessão.
Depois da minha consulta, fui até o quarto da Amie. No caminho, peguei meu celular na bolsa e tentei ligar para Dennis novamente, mas as chamadas iam direto para a caixa postal.
Quando entrei, Amie sorriu, mas olhou por cima do meu ombro, com o olhar fixo na porta. Eu sabia que ela esperava que Aiden entrasse, como mais cedo.
Mas quando a porta permaneceu fechada, ela soltou um suspiro de alívio e abriu ainda mais o sorriso.
E meu coração afundou. Por um instante, me perguntei se ela aceitaria Aiden como pai. Mas eu nunca saberia se não contasse a verdade, certo? Eu só ainda não estava pronta.
Ela o respeitava porque havia sido ensinada a respeitar todos, mas eu não achava que gostasse da presença dele.
Eu via a dúvida em seus olhos sempre que olhava para Aiden ou quando ele falava, mas ela nunca me perguntou nada.
Sabia que ela queria chegar a uma conclusão antes de me questionar. Mas será que um dia eu estaria pronta? Será que eu teria coragem de responder às suas perguntas e contar a verdade, depois de ter ela feito acreditar que não tinha pai?
Às vezes, lembrar que neguei a Amie o amor e a proteção de um pai durante toda a infância, e que tirei de Aiden a chance de conhecer sua filha, fazia com que eu me sentisse uma verdadeira bruxa.
Mas eu não queria pensar naquilo. Nunca quis. O passado já ficou para trás, e me arrependo do que fiz.
— Como está minha irmã? — A voz de Amie me tirou do peso da culpa em que eu estava prestes a afundar. Seu olhar foi da minha barriga para meu rosto.
Sorri e, instintivamente, acariciei minha barriga.
— Ela está bem. Mandou lembranças.
— Espero que tenha dito a ela que estou ansiosa para conhecer ela.
— Disse, sim. Mas você pode falar de novo, se quiser.
Ela se inclinou para frente.
— Ainda nem te conheço e já estou com saudade, maninha! Quando você chegar, vamos pintar muito juntas. Vou arrumar seu cabelo e dar comida na sua boca. Você pode até dormir comigo no meu quarto, na minha cama. A gente vai se aconchegar e assistir a muitos desenhos animados. — Então, num tom infantil, completou. — Mal posso esperar para te ver, maninha!
Eu ri alto.
— E se for um menino?
Ela deu de ombros enquanto se recostava na cama.
— Não importa. Eu ainda vou amar ele e fazer coisas com ele. Vou ensinar como enfrentar os valentões.
Balancei a cabeça, rindo.
— Ah, Amie... Esse bebê tem muita sorte de ter você como irmã mais velha.

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