DENNIS
Empurrei a porta do bar, sentindo uma dor de cabeça terrível. Minha mente estava cheia de pensamentos sobre como eu poderia ter investido aquele dinheiro em algo melhor, como eu poderia rastrear aquele desgraçado e fazer ele pagar por nos enganar.
Normalmente, não deixava as coisas me afetarem. Odiava me exaltar ou ficar com raiva, por isso sempre tentava manter a calma. Mas nos últimos meses, vinha sendo difícil. A cada dia, minha paciência era testada.
Mas aquele dia tinha sido o pior de todos. Foi a gota d'água que me fez explodir. 6 milhões malditos reais! Como eu iria justificar aquilo? Como eu poderia recuperar todos os ativos que vendi?
Não tinha como eu não estar estressado. Eu estava mentalmente exausto, fisicamente desgastado. Eu estava estressado em todos os sentidos possíveis.
Desde que saí do encontro com Cole, eu vinha lançando olhares carrancudos para qualquer um que tivesse o azar de cruzar meu caminho.
O bar estava lotado como sempre. Era o mais movimentado dos meus estabelecimentos e o que gerava mais lucro. O som de copos tilintando, risadas e conversas geralmente melhoravam meu humor, mas naquele dia não dava.
Eu queria gritar com todo mundo e mandar todos embora, só para poder ficar sozinho. Para poder afundar na minha frustração sem olhares curiosos e sem aquele barulho irritante.
— Bem-vindo, senhor.
— Valeu. — Resmunguei de forma ríspida quando o gerente da filial parou diante de mim. Mal lancei um olhar para ele enquanto continuava minha caminhada pesada em direção à escada. Esperava que ele percebesse que eu não estava com paciência para ouvir relatórios ou reclamações idiotas e simplesmente me deixasse em paz.
Mas ele me seguiu. Cerrei os dentes, mas permaneci em silêncio. O barulho de seus passos ficava cada vez mais próximo até que...
— Senhor, eu só que...
— O que diabos você tem para dizer que não pode esperar? — Me virei abruptamente e soltei, irritado. — Acabei de chegar. O relatório ou seja lá o que for pode esperar.
Ele engoliu seco.
— Desculpe, senhor. — Ele murmurou. Vi a surpresa em seus olhos, e senti os olhares dos outros sobre mim quando o ambiente ficou mais silencioso do que o normal.
Ninguém ali jamais tinha me ouvido levantar a voz ou perder a paciência daquele jeito. Talvez por aquilo ele não tenha percebido meu humor antes.
— Saia da minha frente. — Eu murmurei, me virando e retomando meu caminho escada acima, rumo ao meu escritório.
Eu fechei a porta sem nem olhar para trás e, arrastando o corpo cansado, me joguei na cadeira. Afundei no assento, encostei a cabeça na mesa e fechei os olhos. Ainda me lembrava de como tinha vendido aquelas propriedades. Alguns preços nem sequer faziam jus ao valor real, mas eu queria conseguir o dinheiro o quanto antes para investir cedo. Se ao menos eu tivesse feito outra escolha...
Meus pensamentos foram interrompidos pelo som da porta se abrindo.
“Droga! Será que aquelas pessoas não entenderam? Fiquem longe, porra. Será que vou ter que gritar com cada um deles para me deixarem em paz?”, eu rugi profundamente por dentro.
Levantei a cabeça, franzindo as sobrancelhas, pronto para mandar quem quer que fosse sair dali.
Quando meu olhar encontrou o dela, soltei um suspiro baixo e me recostei na cadeira, apoiando a cabeça no encosto.
— O que você quer, Tabitha?

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