DENNIS
— Não é impossível, mas pode levar tempinho.
Ah, exatamente.
Quase revirei os olhos enquanto girava a cadeira. Me virei completamente para encarar Tabitha, arqueando as sobrancelhas, esperando uma resposta diferente, uma que fizesse sentido. Mas eu sabia que ela não tinha.
Ela deu de ombros de novo.
— Estou falando sério. Não é impossível. Nada é impossível. Só vai levar tempo.
Joguei a cabeça para trás e soltei um gemido.
— Só me diz como recuperar isso. — Encarei ela de novo. — Se vai levar tempo ou não, tanto faz. Só me diz.
Ela mordeu o lábio e desviou o olhar para a minha mesa antes de voltar a me encarar.
— É que...
O toque estridente do meu celular a interrompeu. Soltei um suspiro pesado, peguei o aparelho do bolso e olhei para o identificador de chamadas.
Franzi o cenho. "Por que diabos a Clara está me ligando?", murmurei, jogando o celular sobre a mesa com um estalo irritado.
Tabitha olhou do meu rosto para o celular, mas não disse nada.
Quando a chamada caiu, fiz um gesto para que continuasse.
— O que você estava dizendo?
— Eu ia dizer que...
O celular tocou de novo. Fitei o celular, sentindo a raiva crescer dentro de mim, até que Tabitha disse:
— Melhor você atender. — Disse Tabitha. — Depois a gente conversa.
E saiu, fechando a porta com um clique suave.
Fiquei ali, me perguntando por que Clara estava me ligando justo naquele momento. Não era a hora certa. Se a Ana a mandou embora, então ela não deveria simplesmente sumir?
Além daquilo, eu não queria ter nada a ver com ela, porque sabia que aquilo deixaria a Ana furiosa.
Deixei o celular tocar. Parecia que não ia parar nunca, mas, enfim, silenciou.
Soltei um suspiro e passei a mão pelo rosto. Mas, quando tocou pela terceira vez, já estava decidido a ignorar de novo... Só que, no último instante, mudei de ideia.
— O que foi...
— O que diabos é essa, Dennis?! — A voz dela explodiu no alto-falante, tão alta que afastei o celular do ouvido.
— Por que diabos você tá gritando? — Rebati, irritado.
— Você tá mesmo me perguntando isso? — Ela bufou. — Não viu as trocentas ligações perdidas da Ana?
Eu sabia que tinha ignorado uma chamada dela, mas não fazia ideia de que eram tantas assim. E, sinceramente, eu não tinha forças pra falar sobre aquilo naquele momento, muito menos paciência para não acabar perdendo a cabeça.
Eu franzi a testa e perguntei a ela:
— O que você está dizendo? Por que está me perguntando sobre as nossas chamadas perdidas?
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